Polícia Federal aponta movimentação de quase R$ 30 milhões por assessores de deputados do PL
Por Yasmin Mota | 20/12/2025 09:51 e atualizado em 22/12/2025
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputado/Agência Câmara
Resumo da notícia
- Assessores ligados aos deputados federais Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) movimentaram quase R$ 30 milhões entre 2018 e 2024, segundo relatório da Polícia Federal.
- As informações embasaram a Operação Galho Fraco, que investiga possíveis irregularidades no uso de verbas públicas, incluindo movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada.
- A principal suspeita envolve o uso de uma locadora de veículos como empresa de fachada para desvio de recursos da cota parlamentar; a PF apreendeu cerca de R$ 430 mil em dinheiro vivo durante a operação.
Assessores ligados aos deputados federais Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, ambos do PL do Rio de Janeiro, movimentaram quase R$ 30 milhões entre maio de 2018 e dezembro de 2024, segundo informações reunidas pela Polícia Federal.
Os dados constam em relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal e fundamentaram a Operação Galho Fraco, deflagrada na sexta-feira (19), para apurar possíveis irregularidades no uso de verbas públicas.
No núcleo ligado a Sóstenes Cavalcante, a investigação aponta que o assessor especial Adailton Oliveira Santos movimentou cerca de R$ 11 milhões, principalmente entre 2023 e 2024, em valores considerados incompatíveis com sua capacidade econômica declarada.
✅📲 AQUI A NOTÍCIA CHEGA PRIMEIRO: Seu novo portal de notícias de Feira de Santana e região! Entre no nosso grupo do WhatsApp e receba as principais notícias na palma da mão!
>> Siga o perfil oficial do T Notícias no Instagram para mais informações.
Já no grupo associado ao deputado Carlos Jordy, a PF identificou movimentações de aproximadamente R$ 6 milhões em contas do assessor Itamar de Souza Santana, apontado como possível operador em transações suspeitas. Outra investigada, Andrea de Figueiredo Desiderati, movimentou cerca de R$ 7 milhões, com registros classificados como recursos oriundos da Câmara dos Deputados.
A principal suspeita é de que uma locadora de veículos funcionasse como empresa de fachada para desvio de recursos da cota parlamentar, por meio do aluguel de carros a empresas ligadas aos próprios envolvidos, prática vedada pelas normas da Câmara. Durante o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão em Brasília e no Rio de Janeiro, a PF apreendeu cerca de R$ 430 mil em dinheiro vivo em um imóvel ligado a Sóstenes Cavalcante.
Acompanhe nas redes sociais: Band FM, Jovem Pan FM e TransBrasil FM. Também estamos presentes no grupo do WhatsApp.