Polícia Federal combate mineração ilegal de ouro na Bahia; dano ambiental chega a R$ 180 milhões
Por Hamurabi Dias | 09/04/2026 15:17 e atualizado em 09/04/2026
Foto: Divulgação/ASCOM/DPF
Resumo da notícia
- Polícia Federal realizou operação contra mineração ilegal de ouro em Santaluz, na Bahia.
- Investigação aponta uso de substâncias tóxicas e atuação de organização criminosa.
- Dano ambiental causado pelo esquema é estimado em mais de R$ 180 milhões.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (9), a Operação Repasse, com o objetivo de cumprir mandados judiciais decorrentes de investigação relativa à mineração ilegal de ouro, no município de Santaluz, na Bahia.
A operação é um desdobramento das operações “Garça Dourada”, “Serra Dourada” e “Lixiviação”, deflagradas em 6 de março de 2023, 17 de abril de 2024 e 26 de agosto de 2024, respectivamente, quando se identificou que os investigados, há anos, praticavam a extração ilegal de ouro na região de Santaluz, tendo evoluído no crime para a construção de laboratórios, onde recebem e refinam “rejeitos” de moagens executadas por garimpeiros ilegais, através de processo químico industrial.
O ouro é extraído do “rejeito” através do procedimento da lixiviação, com a utilização de grande quantidade de cianeto de sódio. Observa-se que a utilização ilícita de cianeto de potássio ou cianeto de sódio, substâncias altamente tóxicas e cuja compra e uso são controlados pelo Ministério do Exército, pode causar grande impacto para a saúde humana e para o meio ambiente local.
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Segundo relatórios periciais recentes, o dano ambiental causado pela rede criminosa investigada supera R$ 180 milhões. Na atual fase da investigação, deflagrada para cumprir dois mandados de busca e apreensão no município de Santaluz, visa-se a apreensão e remoção de bens identificados (anteriormente sequestrados judicialmente), bem como a apreensão incidental de outros bens.
Os investigados encontram-se indiciados pelos crimes de usurpação de bens da União, associação criminosa, posse de artefatos explosivos, extração ilegal de recursos minerais, uso/armazenamento ilícito de substância tóxica, perigosa e nociva e lavagem de dinheiro. As penas, somadas, podem chegar a 29 anos de reclusão.
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