Polícia Federal e CGU investiga atividades ilícitas de cooperativa em Feira de Santana
Por Yasmin Mota | 01/10/2025 08:42 e atualizado em 01/10/2025
Foto: ASCOM/DPF
Resumo da notícia
- A Polícia Federal, com apoio da CGU, apura irregularidades na contratação de uma cooperativa suspeita de atuar como fachada para intermediação de mão de obra entre 2015 e 2021.
- A cooperativa recebeu mais de R$ 63 milhões, com indícios de superfaturamento superior a R$ 8,5 milhões, fraudes em licitação e ocultação de valores por meio de empresas e pessoas ligadas à sua direção.
- Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em quatro cidades e bloqueados mais de R$ 8 milhões. A operação visa identificar todos os responsáveis e proteger o patrimônio público.
A Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU/BA), deflagrou, nesta quarta-feira (1), a operação FALSACOOP, com o objetivo de apurar supostos ilícitos relacionados à contratação de uma cooperativa, pelo município de Feira de Santana, para prestação de serviços de locação de mão de obra destinada a unidades de assistência social.
Há indícios de que a entidade operou como cooperativa de fachada, em mera intermediação de mão de obra, e executou contratos mediante superfaturamento, em prejuízo do Fundo Nacional de Assistência Social e dos fundos municipais de Saúde e de Educação de Feira de Santana, entre os anos de 2015 e 2021. Também foram detectadas evidências de fraudes em licitação e operações financeiras voltadas à ocultação e dissimulação da origem ilícita dos valores.
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Entre 2015 e 2020, a cooperativa recebeu mais de R$ 63 milhões, com estimativa de superfaturamento superior a R$ 8,5 milhões. Parte significativa desses recursos foi transferida diretamente ou por meio de interpostas pessoas a indivíduos ligados à direção da entidade, bem como a empresas controladas por esses mesmos indivíduos.
As investigações contaram com o apoio da CGU, que identificou diversas ilicitudes no processo licitatório, a partir das quais e com o aprofundamento das investigações, descortinou-se indícios da materialidade delitiva do crime de lavagem de ativos.
Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador, Feira de Santana, Jacobina e Joinville, em Santa Catarina, contando ainda, como resultado das investigações, com o bloqueio de mais de R$ 8 milhões, determinado pela 17ª Vara Criminal da Seção Judiciária da Bahia.
A operação FALSACOOP visa aprofundar as investigações, identificar todos os envolvidos e responsabilizar os autores pelos crimes praticados, contribuindo para a proteção do patrimônio público e a integridade da administração pública.
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