Polícia Militar decreta aposentadoria de tenente-coronel réu por morte de esposa policial
Por Yasmin Mota | 11/06/2026 10:46 e atualizado em 11/06/2026
Foto: Reprodução
Resumo da notícia
- A Polícia Militar de São Paulo oficializou a transferência para a reserva de Geraldo Leite Rosa Neto, acusado pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana.
- Mesmo preso preventivamente e com os vencimentos suspensos pela corporação, o oficial passará a receber remuneração pela SPPrev, estimada em cerca de R$ 20 mil mensais, até eventual decisão judicial definitiva.
- Geraldo Leite Rosa Neto é réu por feminicídio qualificado e fraude processual. A investigação aponta que a morte de Gisele, inicialmente tratada como suicídio, passou a ser investigada como feminicídio.
Polícia Militar de São Paulo decretou, na terça-feira (9), a aposentadoria da corporação do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pela morte da esposa Gisele Alves Santana.
O despacho foi publicado no DOE (Diário Oficial do Estado) e assinado pelo Coronel Antonio Thomazelli Junior, atual diretor de DIPM (Inatividade e Pensão Militar).
A decisão oficializa a transferência do militar para a reserva da PM, que passa a receber o salário mensal pela SPPrev (São Paulo Previdência).
Desde a sua prisão, efetuada em 18 de março deste ano, o tenente-coronel está com os pagamentos suspensos pela Polícia Militar. Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), a passagem para a reserva não interfere na responsabilização penal ou disciplinar de Geraldo.
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A interrupção dos vencimentos previdenciários, no entanto, depende de uma decisão judicial definitiva. Isso significa que, mesmo com a aposentadoria decretada, o oficial continua recebendo salário do governo estadual que, conforme os critérios de proporcionalidade, deve ficar em torno de R$ 20 mil.
Em nota à CNN Brasil, a defesa do tenente-coronel informou que “restou confirmado oficialmente o direito adquirido do Ten. Cel Neto”.
Réu por feminicídio
A soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta em seu apartamento no Brás, na região central de São Paulo, no último dia 18 de fevereiro. Inicialmente tratada como suicídio, a ocorrência evoluiu para um inquérito de feminicídio qualificado e fraude processual.
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, marido de Gisele, está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março. Ele foi denunciado pelo Ministério Público e se tornou réu por feminicídio e fraude processual.
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