Polícia Militar reforça ações no centro de Feira de Santana após denúncias de coação na venda de limpadores de para-brisa
Por Yasmin Mota | 30/07/2026 13:45 e atualizado em 30/07/2026
Foto: André Costa
Resumo da notícia
- O Ministério Público da Bahia instaurou procedimento para apurar denúncias feitas pela 64ª CIPM sobre coação praticada por vendedores de limpadores de para-brisa nos semáforos do Centro de Feira de Santana.
- Segundo o major PM Dijomar, motoristas, principalmente mulheres, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade, foram vítimas de ameaças, constrangimentos e agressões durante tentativas de venda dos produtos.
- A Polícia Militar afirma que não fiscaliza o comércio ambulante, atribuição do município, mas intervém quando há crimes como ameaça, agressão física ou risco à integridade das vítimas.
O Ministério Público da Bahia instaurou um procedimento para apurar denúncias encaminhadas pela 64ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) relacionadas à atuação de vendedores de limpadores de para-brisa nos semáforos do Centro de Feira de Santana. A informação foi confirmada pelo comandante da unidade, o major da Polícia Militar Dijomar, durante entrevista ao Jornal TransBrasil.
Segundo o oficial, a representação ao Ministério Público foi motivada por diversas ocorrências registradas durante a Operação Semáforo, realizada pela Polícia Militar para reforçar a segurança nos cruzamentos da cidade.
A maioria dos casos denunciados envolve mulheres, idosos e pessoas em situação de maior vulnerabilidade, inclusive em episódios registrados por imagens que circularam nas redes sociais.
De acordo com o major, policiais identificaram casos em que motoristas eram coagidos, ameaçados e até agredidos por vendedores que tentavam impor a compra dos produtos.
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Foto: Thiago Santana
“Recebemos várias chamadas pelo 190 relatando que pessoas, principalmente mulheres e idosos, estavam sendo constrangidas e até agredidas durante a tentativa de venda dos limpadores de para-brisa. Como houve violência e ameaça, a Polícia Militar precisou agir”, afirmou.
O comandante ressaltou que a Polícia Militar não possui competência para fiscalizar o comércio ambulante, responsabilidade que cabe ao município. No entanto, explicou que a corporação atua quando há crimes como ameaça, agressão física ou qualquer situação que coloque a integridade das pessoas em risco.
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