Políticos baianos repercutem tarifa de 50% imposta por Donald Trump aos produtos brasileiros
Política

Políticos baianos repercutem tarifa de 50% imposta por Donald Trump aos produtos brasileiros

Políticos baianos repercutem tarifa de 50% imposta por Donald Trump aos produtos brasileiros Foto: João Guilherme Dias e Divulgação

Resumo da notícia

  • O governo dos Estados Unidos, sob Donald Trump, anunciou a aplicação de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. Estudo da SEI estima que a medida pode reduzir o PIB da Bahia em R$ 1,8 bilhão e causar uma queda de 5,4% nas exportações do estado.
  • O secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Ângelo Almeida, afirmou que o governo estadual está em diálogo com o setor produtivo e busca mercados alternativos, especialmente na América Latina e Caribe, enfrentando entraves fitossanitários para exportações como a de manga.
  • O senador Jaques Wagner, líder do governo federal no Senado, viajará aos EUA para dialogar com parlamentares americanos. Ele criticou o caráter político da tarifa, que, segundo ele, visa interferir em assuntos internos do Brasil, e reforçou o desejo de manter boas relações diplomáticas com os EUA.

Políticos e autoridades da Bahia avaliaram como proceder após o anúncio feito pelo governo norte-americano de taxar os produtos brasileiros em 50% ao entrar no país. A tarifa, comunicada pelo presidente Donald Trump, têm previsão para vigorar a partir de 1º de agosto.

O secretário de Desenvolvimento Econômico do estado, Ângelo Almeida, disse que caso as tarifas extras não sejam revogadas, o governo pretende auxiliar na busca por novos mercados para os produtos baianos. Segundo estudo da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), em um cenário de não haver compensação com outros mercados internacionais, a medida do governo norte-americano deve causar uma redução no Produto Interno Bruto (PIB) do estado da ordem de R$ 1,8 bilhão (-0,38% do PIB baiano). O órgão estima uma queda de U$ 643,5 milhões (redução de 5,4%) no volume total de exportações da Bahia – o total exportado em 2024 foi U$ 11,9 bilhões.

✅📲 AQUI A NOTÍCIA CHEGA PRIMEIRO: Seu novo portal de notícias de Feira de Santana e região! Entre no nosso grupo do WhatsApp e receba as principais notícias na palma da mão!

>> Siga o perfil oficial do T Notícias no Instagram para mais informações.

“Estamos com a mesa permanente de negociação, de discussão com o setor produtivo e diversos setores também do governo do estado, ainda uma primeira fase de estudo, há uma expectativa de que haja reversão até 1º de agosto, então não temos ainda como cravar exatamente quais são as consequências. Aguardamos que prevaleça o bom senso, o Brasil tem uma tradição muito grande na relação diplomática e nós estamos aguardando ainda que possa haver uma reversão nesse processo. Não pode ser o fim do mundo. Tem que buscar mercado alternativo. Toda a nossa energia hoje está sendo traçada nesse sentido”, disse o secretário e deputado estadual licenciado.

Sobre a busca por novos mercados, Almeida comentou as medidas. “Estamos buscando alternativas. Temos empecilhos para exportar manga para países da América Latina e do Caribe por um problema fitossanitário, tem que resolver esse problema para podermos botar a manga brasileira que é de alta qualidade, tanto que ela vai para os Estados Unidos e não está indo para o Peru, para a Colômbia, para a Bolívia, para o Panamá. Não está indo porque tem problemas burocráticos”, resumiu.

O líder do governo federal no Senado, Jaques Wagner, também se posicionou sobre o tarifaço. Neste final de semana, Wagner viajará para os Estados Unidos para se encontrar com senadores americanos e debater as tarifas impostas por Donald Trump. “É direito deles botarem tarifa sobre os nossos produtos. Nós também podemos botar tarifa no produto deles. Não é o que a gente quer. Nós mandamos uma carta no dia 16 de maio para os americanos, para o correspondente ao vice-presidente Geraldo Alckmin, que é a pessoa que cuida de indústria e comércio e até agora não houve resposta dele. Eles prometeram para 1º de agosto essa tarifa. O que chama a atenção nessa tarifa é que ele [Donald Trump] não está fazendo uma tarifa por conta da questão comercial. Ele está fazendo a tarifa querendo interferir nas questões internas do país, fazendo uma crítica ao Supremo Tribunal Federal”, disse o senador. “Nós não temos interesse em guerrear, nós temos relação com os Estados Unidos há 206 anos. Sempre foram parceiros, independente de quem era o governo brasileiro, independente de quem era o governo americano”, comentou o ex-governador da Bahia.

Acompanhe nas redes sociais: Band FMJovem Pan FM e TransBrasil FM. Também estamos presentes no grupo do WhatsApp.

* Os comentários não representam a opinião do veículo de comunicação; a responsabilidade é do autor da mensagem.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


O período de verificação do reCAPTCHA expirou. Por favor, recarregue a página.

Ouça a Rádio
Departamento do Ouvinte Podcast
No ar
Programação