Preço da carne bovina terá aumento em 2026; confira
Por Yasmin Mota | 20/12/2025 13:20 e atualizado em 22/12/2025
Foto: Freepik
Resumo da notícia
- Os preços da carne bovina desaceleraram no segundo semestre após picos de alta, impulsionados por produção recorde no Brasil, que superou os EUA como maior produtor mundial.
- O aumento da oferta, com abate recorde de gado — incluindo fêmeas — e limites no orçamento das famílias ajudaram a conter os preços ao longo do ano.
- Especialistas apontam que os preços devem voltar a subir em 2026, com expectativa de menor oferta de bovinos e manutenção de exportações elevadas.
Após picos de alta até a metade do ano, preços de diferentes tipos de carne bovina desaceleraram no segundo semestre, impulsionados por um volume recorde de produção no Brasil.
O aumento da oferta fez, inclusive, o país ultrapassar os Estados Unidos como o maior produtor global de carne bovina, pela primeira vez, segundo o Departamento de Agricultura norte-americano (USDA).
Mas a tendência é que os preços voltem a acelerar em 2026, afirma o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias.
Depois de um ano de produção elevada, a oferta de bovinos para abate deve encolher no campo, enquanto o país caminha para mais um ano de exportações em níveis elevados.
A inflação das carnes registrou, em junho, a maior alta do ano no acumulado de 12 meses, ao avançar 23,63%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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Nos meses seguintes, os preços começaram a perder força. Em novembro, por exemplo, a inflação das carnes teve uma alta menor, de 5% em 12 meses.
A desaceleração dos preços coincidiu com um período de produção recorde de carne no Brasil, o que ampliou a oferta do produto no mercado interno.
No terceiro trimestre de 2025, o Brasil abateu 11,2 milhões de cabeças de gado, o maior volume para o período desde 1997, início da série história do IBGE.
Até o abate de fêmeas bateu recorde, superando o de machos pela primeira vez.
Mas outros fatores contribuíram para a desaceleração dos preços.
Segundo Iglesias, do Safras, a escalada dos preços da carne bovina nos últimos anos acabou encontrando um teto no orçamento das famílias brasileiras, o que ajudou a frear novos aumentos.
“A carne bovina ficou tão cara que chegou um momento em que o consumidor brasileiro já não conseguia absorver novos reajustes. Em função disso, houve uma mudança de direção no mercado, com a priorização de proteínas mais baratas, como frango, embutidos e ovos”, diz Iglesias.
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