Preso no interior da Bahia auditor-fiscal condenado na máfia do ISS
Por Hamurabi Dias | 17/10/2025 17:30 e atualizado em 17/10/2025
Foto: Divulgação/Ascom/MPBA
Resumo da notícia
- O ex-auditor fiscal Arnaldo Augusto Pereira, condenado a 18 anos de prisão por envolvimento na “máfia do ISS” da Prefeitura de São Paulo, foi preso em Mucuri (BA) na quarta-feira (15) por uma operação do Gaeco-Sul do Ministério Público da Bahia, com apoio da Polícia Militar.
- Investigações apontaram que Pereira vivia com identidade falsa e teria forjado a própria morte em julho de 2025 para evitar o cumprimento da pena, utilizando documentos fraudulentos que geraram uma certidão de óbito contestada pelos órgãos de inteligência.
- O condenado já havia sido preso em 2019 e 2021 por esquemas de corrupção que movimentaram mais de R$ 500 milhões. A prisão atual foi resultado de trabalho conjunto entre o Gaeco da Bahia e de São Paulo, com apoio das inteligências das Polícias Militares e de órgãos federais.
Arnaldo Augusto Pereira foi preso na última quarta-feira (15) em Mucuri, pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado e às Organizações Criminosas Sul (Gaeco-Sul). O ex-auditor-fiscal Arnaldo Augusto Pereira, foi condenado a 18 anos de prisão por participação na chamada “máfia do ISS” da Prefeitura de São Paulo. A prisão foi efetuada pelo Gaeco-Sul com o apoio da Polícia Militar da Bahia (CPR-Extremo Sul e Rondesp Extremo Sul), em atuação conjunta que contou com informações de inteligência fornecidas pelo Grupo Especial de Delitos Econômicos do Ministério Público de São Paulo (Gedec).
A prisão decorreu de trabalho de inteligência e investigação que identificou indícios de que Pereira estava vivendo no município de Mucuri sob identidade possivelmente falsa, após ter forjado a própria morte para tentar escapar ao cumprimento de pena. Documentos e levantamentos juntados ao procedimento apontaram que, embora constasse certidão de óbito com data de 10 de julho de 2025, elementos contraditórios sustentam a prática de fraude documentária e ocultação de identidade.
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Segundo relatório de investigação do Gedec (MPSP), Pereira já havia sido preso em operações anteriores relacionadas a esquemas de corrupção que movimentaram valores expressivos. Consta nos autos que o investigado foi implicado em prisões ocorridas em 2019 e 2021 e condenado em processos que apuraram desvios na ordem de milhões de reais, sendo um dos casos com movimentação superior a R$ 500 milhões. Em 2023, houve nova condenação que resultou em regime de pena diverso do já apurado, e, em julho de 2025, foi juntado aos registros um atestado de óbito cuja veracidade passou a ser contestada pelas equipes de inteligência.
O trabalho de localização envolveu as agências de inteligência com cruzamento de informações em bases policiais estaduais e federais. A operação contou ainda com carta de colaboração e troca de informações com o Gaeco de São Paulo, bem como com as inteligências das Polícias Militares dos Estados envolvidos.
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