Primeira estimativa para safra baiana de grãos em 2026 é de queda de 4,7% frente a 2025
Por Hamurabi Dias | 18/02/2026 17:02 e atualizado em 18/02/2026
Foto: Divulgação/Aiba
Resumo da notícia
- A primeira estimativa aponta que a Bahia deve produzir 12,2 milhões de toneladas de grãos em 2026, recuo de 4,7% em relação ao recorde de 2025. Os dados são do IBGE, por meio do LSPA.
- A soja, principal produto (66,3% da safra), deve cair 5,7%, somando 8,1 milhões de toneladas, influenciada pela redução da área plantada. O algodão herbáceo também deve recuar 17,5%, embora o estado siga como segundo maior produtor do país, atrás do Mato Grosso.
- Mesmo com a queda, a Bahia deve permanecer com a 7ª maior safra do Brasil, respondendo por 3,6% da produção nacional, enquanto o país também deve registrar leve retração de 1% em 2026.
A primeira estimativa para a safra baiana de cereais, leguminosas e oleaginosas (também conhecidos como grãos) em 2026 prevê, em janeiro, que a produção deve chegar a 12.235.097 toneladas neste ano. Isso representa uma queda de 4,7% (ou menos 604.480 t) em relação ao resultado recorde de 2025 (12.839.577 t).
A redução deve se dar, sobretudo, por conta das quedas nas previsões de safra de dois dos principais produtos do estado: a soja e o algodão herbáceo.
A soja representa praticamente dois terços (66,3%) de toda a safra de grãos da Bahia. Em 2026, a previsão é de uma produção de 8.114.659 toneladas, numa redução de -5,7% (-491.531 t) frente ao colhido em 2025 (8.606.190 t).
A queda na produção da soja na Bahia deve ser resultado da redução de 5,8% na área colhida do grão, de 2,144 milhões para 2,019 milhões hectares.
O prognóstico para a soja, no estado, vai na contramão do resultado nacional, que aponta, em todo o país, um aumento de 3,9% na safra do grão em 2026, chegando ao recorde de 172,5 milhões de toneladas, pouco mais da metade de toda a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas do Brasil.
Já o algodão herbáceo também deve apresentar importante redução na produção em 2026. A Bahia deve colher 1.480.440 toneladas, 17,5% a menos (-313.560 toneladas) em relação a 2025, quando a safra foi de 1.794.000 toneladas.
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Apesar disso, a Bahia deverá seguir como o 2º maior produtor de algodão do país, responsável por 16,8% da produção nacional, atrás apenas de Mato Grosso (6,311 milhões de toneladas).
Já em relação ao milho, em 2026, a Bahia deverá ter aumento na produção da primeira safra (+8,1%, chegando a 2.088.000 toneladas), mas queda na segunda safra (-11,5%, chegando a 714.000 toneladas).
A redução na produção de grãos na Bahia, em 2026, segue o previsto também para o Brasil como um todo. No país, a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas deverá ser de 342,7 milhões de toneladas neste ano, 1% menor do que o recorde registrado em 2025 (346,1 milhões de toneladas).
Apesar da previsão de colher 4,7% menos em 2026, a Bahia deve manter a sétima maior safra de grãos do país, respondendo por 3,6% do total nacional (frente a uma participação de 3,7% em 2025). Mato Grosso continua na liderança (30,3%), seguido por Paraná (13,9%) e Rio Grande do Sul (11,8%).
As informações são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado mensalmente pelo IBGE. O grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas (grãos) engloba os seguintes produtos: arroz, milho, aveia, centeio, cevada, sorgo, trigo, triticale, amendoim, feijão, caroço de algodão, mamona, soja e girassol.
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