Produção industrial baiana desacelera em julho, mas registra crescimento acima do índice nacional
Por Hamurabi Dias | 13/09/2026 12:25 e atualizado em 13/09/2026
Foto: Polo Petroquímico/Divulgação
Resumo da notícia
- A produção industrial da Bahia cresceu 0,4% de junho para julho, registrando a segunda alta consecutiva, mas desacelerando frente ao avanço de 1,6% no mês anterior.
- Na comparação com julho de 2025, a indústria baiana caiu 4,3%, enquanto no acumulado de janeiro a julho a retração chega a 4,9%.
- Nos 12 meses encerrados em julho, a produção industrial da Bahia recuou 2,9%, resultado abaixo do índice nacional, que teve alta de 0,6%.
Em julho, a produção industrial da Bahia teve leve crescimento em relação ao mês anterior, junho (0,4%), na comparação com ajuste sazonal, que exclui possíveis influências de calendário e eventos que se repetem anualmente e podem interferir no desempenho da indústria. O estado contou com resultado positivo nesse comparativo pelo segundo mês seguido, embora registrando desaceleração frente à alta apresentada entre maio e junho (1,6%).
O desempenho da indústria baiana ficou levemente acima do visto no país como um todo (0,2%) e foi o sétimo maior entre os 15 locais com informações nessa comparação, sendo que, destes, 8 tiveram resultados positivos. Os maiores índices foram registrados em Amazonas (14,6%), Espírito Santo (2%) e Rio Grande do Sul (1,2%). Por outro lado, Mato Grosso (-9,0%), Pará (-4,5%), Ceará (-1,8%) e Pernambuco (-1,8%) tiveram as principais retrações.
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É o que mostram os resultados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional, do IBGE.
Apesar da alta entre junho e julho de 2026, na comparação com julho de 2025, a produção industrial da Bahia seguiu em queda (-4,3%) pelo terceiro mês consecutivo.
O resultado da Bahia ficou abaixo do nacional (-0,5%) e foi o quinto pior índice entre os 18 locais que têm informações nesse confronto. As maiores quedas foram registradas por Pará (-8,9%), Maranhão (-6,3%) e Rio Grande do Norte (-4,5%). Somente 6 locais apresentaram crescimento no comparativo, liderados por Espírito Santo (12,8%), Rio Grande do Sul (7,0%) e Rio de Janeiro (3,3%).
Assim, a indústria baiana segue com queda acumulada (-4,9%) na produção entre janeiro e julho de 2026, frente ao mesmo período do ano passado. O índice está bem abaixo do nacional (1,1%) e é o terceiro pior entre os 18 locais pesquisados, à frente apenas do Rio Grande do Norte (-12,4%) e Maranhão (-6,2%).
Nos 12 meses encerrados em julho, a produção da Bahia também manteve queda (-2,9%), abaixo do índice nacional (0,6%) e com a quinta retração mais intensa entre os 18 locais pesquisados, 11 dos quais apresentaram resultados negativos.
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