Professores da rede municipal aceitam reajuste, mas mantêm estado de greve em Feira de Santana
Por Yasmin Mota | 25/03/2026 10:51 e atualizado em 25/03/2026
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- Professores da rede municipal de Feira de Santana aceitaram reajuste salarial de 5,4%, com pagamento retroativo a janeiro, mas mantêm estado de greve.
- Categoria cobra avanços na reestruturação da carreira e aponta distorções salariais, com perdas significativas para docentes mais qualificados.
- Prefeitura prometeu estudo técnico da tabela salarial até 15 de abril; nova assembleia em 16 de abril decidirá próximos passos.
Profissionais da rede municipal de ensino de Feira de Santana aceitaram o reajuste salarial de 5,4% proposto pela Prefeitura, mas decidiram manter o estado de greve enquanto aguardam avanços na reestruturação da carreira.
A decisão foi tomada em assembleia na terça-feira (24), marcada por forte participação da categoria. Segundo Marlede Oliveira, o encontro refletiu a mobilização dos professores diante das negociações com o governo.
“Como sempre, tivemos uma assembleia bastante participativa. A categoria respondeu ao chamado do sindicato após a audiência com o governo, que não aconteceu em fevereiro nem em março”, destacou.
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A proposta apresentada prevê o pagamento do reajuste com retroativo a janeiro, a ser implantado na folha de abril. O governo também se comprometeu a continuar as negociações e realizar um estudo técnico sobre a tabela salarial até o dia 15 de abril, com participação do Dieese.
Apesar de considerar o reajuste um avanço, Marlede reforçou que ainda há distorções salariais significativas. “Feira de Santana ainda é a cidade que paga o pior salário da região. Há professores com doutorado e mestrado perdendo até 90% do rendimento previsto em lei”, afirmou.
A categoria seguirá mobilizada e cobra que o estudo resulte em soluções concretas. Uma nova assembleia, marcada para o dia 16 de abril, deve avaliar os próximos passos do movimento.
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