Professores da rede municipal aceitam reajuste, mas mantêm estado de greve em Feira de Santana
Educação

Professores da rede municipal aceitam reajuste, mas mantêm estado de greve em Feira de Santana

Professores da rede municipal aceitam reajuste, mas mantêm estado de greve em Feira de Santana Foto: Divulgação

Resumo da notícia

  • Professores da rede municipal de Feira de Santana aceitaram reajuste salarial de 5,4%, com pagamento retroativo a janeiro, mas mantêm estado de greve.
  • Categoria cobra avanços na reestruturação da carreira e aponta distorções salariais, com perdas significativas para docentes mais qualificados.
  • Prefeitura prometeu estudo técnico da tabela salarial até 15 de abril; nova assembleia em 16 de abril decidirá próximos passos.

Profissionais da rede municipal de ensino de Feira de Santana aceitaram o reajuste salarial de 5,4% proposto pela Prefeitura, mas decidiram manter o estado de greve enquanto aguardam avanços na reestruturação da carreira.

A decisão foi tomada em assembleia na terça-feira (24), marcada por forte participação da categoria. Segundo Marlede Oliveira, o encontro refletiu a mobilização dos professores diante das negociações com o governo.

“Como sempre, tivemos uma assembleia bastante participativa. A categoria respondeu ao chamado do sindicato após a audiência com o governo, que não aconteceu em fevereiro nem em março”, destacou.

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A proposta apresentada prevê o pagamento do reajuste com retroativo a janeiro, a ser implantado na folha de abril. O governo também se comprometeu a continuar as negociações e realizar um estudo técnico sobre a tabela salarial até o dia 15 de abril, com participação do Dieese.

Apesar de considerar o reajuste um avanço, Marlede reforçou que ainda há distorções salariais significativas. “Feira de Santana ainda é a cidade que paga o pior salário da região. Há professores com doutorado e mestrado perdendo até 90% do rendimento previsto em lei”, afirmou.

A categoria seguirá mobilizada e cobra que o estudo resulte em soluções concretas. Uma nova assembleia, marcada para o dia 16 de abril, deve avaliar os próximos passos do movimento.

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