Professores em Feira de Santana rejeitam novo chamamento e exigem solução imediata para precatórios do FUNDEF
Por Dandara Barreto | 11/09/2025 14:33 e atualizado em 12/09/2025
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- Professores da rede municipal de Feira de Santana se posicionaram contra o novo chamamento para a venda dos precatórios do Fundef, considerando a medida uma manobra que atrasa o pagamento e desrespeita o direito individual de negociação.
- Durante reunião com 88 professores, foram relatadas condições de saúde graves e dificuldades financeiras enfrentadas pela categoria, como tratamentos de câncer, hemodiálise, dívidas e ameaças de agiotas.
- A categoria exige o envio imediato da lista completa de beneficiários para viabilizar a venda com fundos já interessados e ameaça intensificar a mobilização, incluindo ações na Câmara, na prefeitura e na Justiça, caso não haja avanços.
Professores da rede municipal de Feira de Santana anunciaram que não aceitam o novo chamamento aberto pela Prefeitura para a venda dos precatórios do Fundef. Para a categoria, trata-se de uma manobra que só gera atraso e aumenta o sofrimento de quem espera há quase dois anos pelo pagamento.
Segundo os docentes, o direito creditório é de cada professor, assegurado em mais de 60% do montante. Ou seja, cabe a cada trabalhador decidir se aceita ou não a negociação, e não à prefeitura impor novos prazos.
Eles destacam que dois fundos já demonstraram interesse em realizar a compra, a partir da atuação de um advogado procurado para viabilizar a operação. Assim, a categoria considera desnecessário qualquer novo chamamento, já que há interessados prontos para avançar com a negociação.
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“Esse chamamento significa mais 45 dias de espera, e o tempo está passando. Não podemos aceitar. O professorado não aceita mais atraso, porque é perda de tempo”, reforçam.
Na reunião desta semana, que contou com 88 docentes, surgiram relatos de situações dramáticas vividas pela categoria. Entre elas, professores em tratamento contra o câncer, em quimioterapia, outros em hemodiálise, além de colegas endividados, perdendo casas e até sob ameaça de agiotas.
A reivindicação é clara: enviar imediatamente a lista completa dos beneficiários, com tempo de serviço, carga horária e valores, para viabilizar a transação com os fundos interessados.
A categoria avalia que, se não houver avanço nos próximos dias, irá intensificar a mobilização, com pressão na Câmara Municipal, diretamente na prefeitura e, se necessário, acionando a Justiça.
“Estamos nessa luta há um ano e sete meses. Chegamos à reta final e não aceitaremos retrocessos. A decisão é unânime: os professores não aceitam o novo chamamento”, concluem.
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