Projeto de criação de universidade federal em Feira de Santana é apresentado no Café com a Imprensa
Por Dandara Barreto | 12/09/2025 11:38 e atualizado em 12/09/2025
Foto: Arquivo/UFRB
Resumo da notícia
- Feira de Santana pode ganhar uma Universidade Federal própria, com foco em ampliar o acesso ao ensino superior público, reduzir desigualdades educacionais e consolidar o município como polo científico e tecnológico do Nordeste.
- O projeto prevê cursos em Engenharias, Biotecnologia, Inteligência Artificial, Energias Renováveis, Ciências Sociais, Saúde e Educação do Campo, além de políticas de inclusão (polos rotativos, seleção adaptada). A implantação será baseada na reestruturação do CETENS, com investimentos previstos de R$ 176 milhões.
- Mais de 50 entidades apoiam a iniciativa, que conta com envolvimento da sociedade civil, setor produtivo e comunidade acadêmica. Espera-se geração de empregos, fortalecimento de startups e cadeias produtivas, além de soluções para os desafios ambientais e sociais da região.
Feira de Santana pode ganhar, nos próximos anos, uma universidade federal com sede própria. A proposta foi apresentada na manhã desta sexta-feira (12), durante o Café com a Imprensa, realizado no auditório do Centro de Ciência e Tecnologia em Energia e Sustentabilidade (CETENS), campus da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em comemoração aos 12 anos da unidade.
O projeto busca ampliar o acesso ao ensino superior público e gratuito, reduzir desigualdades educacionais e consolidar o município como polo científico e tecnológico do Nordeste. Atualmente, Feira de Santana concentra cerca de 86% da oferta de cursos de nível superior na rede privada, o que, segundo os idealizadores, aumenta a dependência de financiamentos estudantis e limita a mobilidade social. Apenas a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e o CETENS/UFRB oferecem juntos 39 cursos públicos presenciais, número considerado insuficiente diante da demanda regional.
A proposta prevê a criação de uma instituição com vocação tecnológica e aplicada, integrando ensino, pesquisa, extensão e políticas de permanência estudantil. O leque de áreas contempladas inclui Engenharias, Biotecnologia, Inteligência Artificial, Energias Renováveis, Ciências Sociais, Educação do Campo, Saúde e Economia Circular. Também estão previstos mecanismos inclusivos, como polos rotativos e processos seletivos adaptados para estudantes de comunidades periféricas, rurais e tradicionais.
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Segundo a comissão responsável, a implantação será viabilizada a partir da reestruturação do campus do CETENS, que já dispõe de 50 mil m² de área construída e mais de 447 mil m² de área rural, avaliados em cerca de R$ 250 milhões. Há ainda previsão de um aporte adicional de R$ 176 milhões, solicitado ao Governo Federal, para a expansão e modernização da infraestrutura.
O diretor do CETENS, professor Jacson Machado, destacou o caráter simbólico e coletivo do momento. “Além de apresentar como a Universidade tem contribuído para o desenvolvimento social e econômico da região, é também um momento de engajamento das diversas instituições. São mais de 50 entidades que firmaram um acordo de compromisso atestando a importância dessa expansão para a sociedade e toda a região. A criação de universidades no Brasil sempre foi um esforço que depende 90% da política e 10% da técnica. Por isso, precisamos do engajamento da sociedade, da imprensa e das instituições”, afirmou.
Já o presidente da comissão especial, Fábio Lora, ressaltou que o projeto está em fase avançada e que conta com contribuições da comunidade acadêmica, da sociedade civil e do setor produtivo. “Queremos criar uma Universidade Federal que abrace não apenas a cidade, mas toda a região de Feira de Santana. Trabalhamos há cerca de três anos com grupos de extensão, debates sobre estrutura pedagógica e projetos de ensino. Parte técnica da proposta está bem encaminhada, mas ainda temos desafios políticos pela frente. Na próxima semana, vamos integrar a Missão Brasília, promovida pelo CDL, para levar adiante essa proposta”, explicou.
O modelo de financiamento deverá combinar recursos públicos com parcerias privadas, fortalecendo arranjos produtivos locais e incentivando a inovação aplicada ao território. Entre os impactos esperados estão a geração de empregos qualificados, apoio a startups, fortalecimento das cadeias agroindustriais e logísticas, além da criação de soluções para os desafios ambientais do semiárido.
Para os proponentes, a futura universidade representa uma oportunidade histórica de transformação. “Trata-se de um projeto que não é para hoje ou para os próximos dez anos, mas para as próximas gerações. É uma chance de consolidar Feira como um polo nacional de inovação e conhecimento”, resumiu Jacson Machado.
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