‘Propôs um mundo de paz, de reconciliação’, diz Dom Zanoni em coletiva após morte do papa Francisco
Por Hamurabi Dias | 21/04/2025 18:08 e atualizado em 21/04/2025
Foto: Divulgação
O arcebispo de Feira de Santana, Dom Zanoni Demettino Castro concedeu uma entrevista coletiva nesta segunda-feira (21), após o comunicado do falecimento do papa Francisco, no Vaticano. Segundo o líder religioso dos católicos em Feira de Santana, o papado de 12 anos do cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, que morreu aos 88 anos, ocorre em um momento de crise econômica, de humanidade, que atinge a todos, sobretudo os mais pobres.
“Surge um bispo lá do fim do mundo, como diz, lá da Argentina, que dá unidade, segurança, firmeza e uma reverência segura para essa nossa realidade. O Papa quis mostrar a sua fragilidade, aquela cena do Papa Francisco, na igreja de São Pedro, sem as indumentárias clericais, na simplicidade da vida, como um senhor de idade, doente, mas um pastor, alguém humano, plenamente humano, aquele que segue realmente os passos de Jesus”, comentou Dom Zanoni.
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Para o arcebispo, o papa Francisco foi o que mais abriu diálogo com líderes mundiais. “Propõe um mundo de paz, de reconciliação, de humanidade, porque não haverá paz no mundo se não houver paz, comunhão, diálogo entre as religiões, por isso que esse é o legado do Papa Francisco, ele dá continuidade àquilo que foi iniciado com o Concílio Vaticano II, o mundo é o lugar da nossa missão, a missão é a identidade católica, o ser cristão”, lembrou o religioso.
Dom Zanoni também comentou sobre os encontros com o papa Francisco, que foi o pontífice que o nomeou arcebispo de Feira de Santana. A mais recente foi em 2022, durante visita ad Limina dos bispos da Regional Nordeste 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Na oportunidade, o papa Francisco recebeu um pandeiro produzido pela comunidade da Matinha dos Pretos, em Feira de Santana. “Nós encontramos com o Papa, e naquela oportunidade agradecemos o bem enorme que ele fez para a Igreja no mundo e para a humanidade, e também agradecemos de maneira bem precisa a encíclica Evangelii gaudium. E foi na época que eu entreguei, na mão do Papa. Era um presente nosso, mas foi assumido pela Bahia e Sergipe. O Papa recebeu o pandeiro da Matinha dos Pretos, fruto do trabalho da comunidade, do artista da comunidade. Não só recebeu, como tocou”, explicou.
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