Psicólogo baiano é encontrado morto após denunciar caso de racismo em camarote no Carnaval de Salvador
Por Hamurabi Dias | 19/02/2026 17:16 e atualizado em 19/02/2026
Foto: Acervo pessoal
Resumo da notícia
- O psicólogo Manoel Neto, de 32 anos, foi encontrado morto em sua residência em Santo Antonio de Jesus, após publicar relato denunciando racismo sofrido no Carnaval de Salvador, em um camarote na capital baiana.
- No texto, Manoel descreveu ter sido impedido de passar por outro folião no Camarote Ondina e refletiu sobre racismo e desumanização. Natural de Amargosa, ele era mestrando em Psicologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
- O velório ocorreu na Santa Casa de Misericórdia de Amargosa. Em casos de sofrimento emocional, o Centro de Valorizacao da Vida (telefone 188) oferece atendimento gratuito e 24 horas.
“Eles respeitam nossa raiva; todo o resto é desumanidade”. Esse foi um trecho da carta aberta do psicólogo baiano Manoel Neto, de 32 anos, que foi encontrado morto na noite de terça-feira (17), em sua residência, no município de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano.
No mesmo dia, ele havia publicado nas redes sociais um relato denunciando um episódio de racismo sofrido no Camarote Ondina, durante o Carnaval de Salvador. Na publicação, Manoel contou que teve a passagem bloqueada por outro folião ao sair do banheiro do espaço.
De acordo com o psicólogo, apesar do episódio, a folia havia sido marcada por momentos positivos, incluindo interações com trabalhadores negros do local e o apoio de um segurança após a situação de tensão.
Se você está passando por um momento difícil ou precisa de apoio emocional, procure o Centro de Valorização da Vida pelo telefone 188, com atendimento gratuito e 24 horas.
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No relato, o psicólogo descreveu que tentava atravessar o corredor do camarote com bebidas nas mãos quando pediu licença para passar por um homem branco, que teria endurecido a postura e impedido a passagem. Manoel afirmou que, ao insistir e elevar o tom, conseguiu seguir adiante, mas destacou o sentimento de desumanização.
“Nessa hora me lembrei: sou um homem negro. Eles respeitam a minha agressividade e não a minha cordialidade”, escreveu na publicação.
Natural de Amargosa, Manoel Neto atuava como psicólogo na área da psicanálise e era mestrando em Psicologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ele era reconhecido pelo trabalho clínico e pelo vínculo com a comunidade, sendo lembrado por colegas e pacientes como um profissional dedicado ao cuidado emocional.
O velório ocorreu na última quarta-feira (18), na Santa Casa de Misericórdia de Amargosa, com sepultamento no cemitério municipal da cidade.
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