Publicações denunciam misoginia e lista de meninas consideradas “mais estupráveis” em colégio particular de Feira de Santana
Por Yasmin Mota | 09/10/2026 11:00 e atualizado em 09/10/2026
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- Publicações no Instagram denunciam possíveis episódios de misoginia durante um trote no Colégio Anísio Teixeira, em Feira de Santana, incluindo o uso de máscaras de figuras associadas a casos de violência e comentários sobre estupro e morte de mulheres.
- Uma estudante que afirma estar entre as meninas citadas em uma suposta lista das “mais estupráveis” criticou a exposição, cobrou providências e defendeu que o caso seja tratado com seriedade.
- Em nota, a escola informou que acompanha as denúncias e adota medidas pedagógicas conforme a legislação vigente. A instituição destacou que, por envolver menores de idade, precisa preservar a privacidade dos envolvidos.
Publicações compartilhadas no Instagram denunciam episódios de misoginia e violência simbólica durante um trote no Colégio Anísio Teixeira, em Feira de Santana. Os relatos, divulgados por meio do perfil “Terceirão CAT” e atribuídos a estudantes da instituição, apontam que alunos teriam usado máscaras de homens associados a casos de violência e produzido uma lista com nomes de meninas classificadas como as “mais estupráveis”.
Segundo uma das denúncias, cinco estudantes teriam participado da atividade usando máscaras que faziam referência a figuras como o ex-jogador Daniel Alves, o ex-policial militar Lázaro Barbosa e o ex-goleiro Bruno. As publicações também relatam que, durante o trote, teriam sido feitos comentários em tom de piada sobre a morte e o estupro de mulheres.
Outro ponto mencionado nas postagens é a suposta elaboração de uma lista com nomes de alunas de diferentes turmas. Conforme o relato, o material teria sido produzido por estudantes do nono ano, afixado na parede de uma sala e posteriormente recolhido pela escola.
O autor de uma das publicações criticou os comportamentos relatados e questionou a naturalização da misoginia no ambiente escolar. Ele também demonstrou preocupação com os possíveis impactos sobre as meninas citadas e defendeu a apuração dos fatos, além da adoção das medidas cabíveis, inclusive na esfera legal.
Na mesma postagem, o estudante relacionou o episódio ao cenário político atual, argumentando que determinados discursos podem contribuir para a banalização da violência contra as mulheres. Na ocasião, ele afirmou não ter informações sobre as providências adotadas pela direção da instituição.
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Pronunciamento do Colégio
Em nota, o Colégio Anísio Teixeira informou que acompanha as situações divulgadas nas redes sociais e que está adotando as medidas cabíveis.
“Todas as situações que chegaram ao conhecimento da escola vêm sendo acompanhadas com a devida atenção, por meio de medidas pedagógicas respaldadas pela legislação vigente, respeitando os regimentos institucionais, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e os direitos de todos os envolvidos”, afirmou a instituição.

Foto: Divulgação
O colégio reiterou o compromisso com a manutenção de um ambiente seguro e respeitoso, livre de violência, discriminação e constrangimento.
A escola acrescentou que, por envolver menores de idade, a condução dos casos exige cautela para preservar a privacidade dos envolvidos, o que restringe a divulgação de informações publicamente.
Por fim, a instituição declarou que continuará atuando com seriedade e responsabilidade na proteção dos estudantes e na promoção do respeito no ambiente escolar.
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