‘Quando um país resolve mandar no outro é guerra de soberania’, diz Jerônimo Rodrigues sobre críticas de Donald Trump em carta enviada a Lula
Por Hamurabi Dias e Yasmin Mota | 17/07/2025 18:33 e atualizado em 18/07/2025
Foto: Yasmin Mota
Resumo da notícia
- A tarifa de 50% sobre exportações brasileiras para os EUA, anunciada por Donald Trump e prevista para agosto de 2025, pode gerar uma perda de R$ 1,8 bilhão no PIB da Bahia e uma redução de 5,4% nas exportações do estado, segundo estudo da SEI.
- Durante agenda em Juazeiro, o governador Jerônimo Rodrigues criticou a medida dos EUA, chamando-a de interferência na soberania nacional e comparando a ação a uma tentativa de transformar o Brasil em "quintal norte-americano".
- O Governo da Bahia e a FIEB criaram um grupo de trabalho para avaliar os impactos da taxação e desenvolver estratégias que garantam a proteção da economia baiana, assegurando investimentos, empregos e renda.
Em agenda oficial junto com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula na cidade Juazeiro, norte da Bahia, nesta quinta-feira (17) o governador Jerônimo Rodrigues comentou a nova tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos, anunciada por Donald Trump com vigência a partir de 1 de agosto de 2025.
Segundo estudo da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), em um cenário de não haver compensação com outros mercados internacionais, a medida do governo norte-americano deve causar uma redução no Produto Interno Bruto (PIB) do estado da ordem de R$ 1,8 bilhão (-0,38% do PIB baiano). O órgão estima uma queda de U$ 643,5 milhões (redução de 5,4%) no volume total de exportações da Bahia – o total exportado em 2024 foi U$ 11,9 bilhões.
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O governador cumpre agenda em uma das regiões de maior produção de frutas do estado, produto que corresponde a 8,1% de toda exportação da Bahia para os Estados Unidos, por exemplo. O chefe do executivo baiano criticou o que considerou como interferência do presidente dos Estados Unidos na soberania nacional, com relação a carta em que Donald Trump enviou a Lula anunciando a taxação e criticando o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Imagina se um prefeito de um município resolvesse mandar no outro, se um governo do estado resolvesse mandar no outro, o que acontece é isso quando um país resolve mandar no outro é guerra de soberania, em todos os aspectos, houve um momento em que o presidente dos Estados Unidos fez um movimento crítico muito desfavorável para democracia brasileira que foi criticar a nossa Suprema Corte, o tipo de julgamento, ele não pode ficar interferindo desta forma, tentado fazer o Brasil um quintal norte-americano”, comentou Jerônimo Rodrigues.
Na última segunda-feira (14), o Governo do Estado e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) criaram um grupo de trabalho para discutir os possíveis impactos da taxação imposta pelos Estados Unidos ao Brasil, a partir de agosto, e buscar novas alternativas comerciais que protejam a economia da Bahia. O objetivo é indicar as estratégias mais adequadas para enfrentar a política comercial americana e construir uma agenda de trabalho positiva para assegurar os investimentos, o emprego e a renda no estado.
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