Quase metade da população baiana vive com até metade de um salário mínimo por mês, diz IBGE
Bahia

Quase metade da população baiana vive com até metade de um salário mínimo por mês, diz IBGE

Quase metade da população baiana vive com até metade de um salário mínimo por mês, diz IBGE Foto: Gilson Abreu/AEN

Resumo da notícia

  • Em 2022, quase metade da população baiana (48%, ou 6,77 milhões de pessoas) vivia com até meio salário mínimo per capita mensal (R$ 606), valor próximo à linha de pobreza do Banco Mundial. O estado ficou em 2º lugar no país em número absoluto de pessoas nessa faixa, atrás apenas de São Paulo.
  • Em 317 dos 417 municípios baianos (76%), mais da metade da população tinha renda per capita de até meio salário mínimo. Cidades como Buritirama, Pilão Arcado e Piraí do Norte registraram índices superiores a 70% da população nessa condição.
  • Apenas 1,7% dos baianos (237 mil pessoas) tinham rendimento per capita acima de cinco salários mínimos. Municípios como Lauro de Freitas (5,62%), Salvador (5,19%) e Luís Eduardo Magalhães (3,09%) lideravam esse grupo, enquanto 26 cidades não possuíam nenhum morador nessa faixa de renda.

Em 2022, quase metade da população baiana, 6.771.650 pessoas ou 48% do total, tinha um rendimento médio mensal domiciliar per capita de até 1/2 salário mínimo, o que equivalia a R$ 606 naquele ano. Esse valor era bem próximo (para baixo) à linha de pobreza definida pelo Banco Mundial para países de renda média-alta, como o Brasil, que era de R$ 636 em 2022. 

O rendimento médio mensal domiciliar per capita é a renda total de um domicílio (incluindo salários, aposentadorias, programas sociais, aluguéis, aplicações financeiras etc.) dividida pelo número de moradores, tenham eles renda ou não. É um indicador utilizado internacionalmente para avaliar condições de vida e pobreza monetária. 

Embora fosse o 4º estado em número de habitantes, a Bahia tinha o segundo maior contingente de pessoas com renda per capita até 1/2 salário mínimo, só atrás de São Paulo (8.914.848 pessoas, que representavam 20,2% da população do estado). 

A proporção de pessoas que viviam com até 1/2 salário mínimo por mês na Bahia (48%) era a décima primeira entre as 27 unidades da Federação, num ranking liderado por Amazonas (55,7%), Maranhão (54,8%) e Pará (51,8%). Os estados da região Sul tinham os menores percentuais de pessoas nessa faixa de rendimento per capita: Santa Catarina (11,6%), Rio Grande do Sul (17,6%) e Paraná (17,8%). 

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No Brasil como um todo, 31,8% da população (64.211.949 pessoas) tinham rendimento médio mensal domiciliar per capita de até 1/2 salário mínimo em 2022.  

A expressiva proporção de pessoas com rendimento domiciliar per capita de até 1/2 salário mínimo na Bahia se refletia nos municípios do estado. Em 2022, em 8 de cada 10 cidades baianas (317 das 417, ou 76,0% do total), mais da metade da população tinha renda per capita de até 1/2 salário mínimo. 

Essa proporção superava 7 em cada 10 moradores com rendimento domiciliar per capita de até 1/2 salário mínimo em 5 cidades: Buritirama (73,3%), Pilão Arcado (72,0%), Piraí do Norte (71,7%), Barra (71,0%) e Ipecaetá (71,0%).

Por outro lado, entre os estados brasileiros, a Bahia tinha a sexta menor proporção de moradores com rendimento médio mensal domiciliar per capita acima de cinco salários mínimo (o que equivalia a mais de R$ 6.060 em 2022). Apenas 1,7% da população baiana estava nessa faixa de renda, o que equivalia a 237.077 pessoas, apenas o nono maior contingente do país.

Distrito Federal (12,9%), São Paulo (5,5%) e Rio de Janeiro (5,0%) tinham as maiores proporções da população na faixa de rendimento per capita acima de cinco salários mínimos; Maranhão (1,1%), Pará (1,4%) e Piauí (1,5%), as menores. No Brasil como um todo, 3,7% das pessoas (7.454.840) estavam nesse grupo.

Dentre os 417 municípios baianos, apenas 40 (9,6%) tinham mais que 1% de sua população com rendimento médio domiciliar per capita acima de cinco salários mínimos por mês. Eram liderados por Lauro de Freitas (5,62% da população nessa situação), seguido por Salvador (5,19%) e Luís Eduardo Magalhães (3,09%).

No outro extremo, em 26 cidades da Bahia, não havia uma pessoa sequer com rendimento domiciliar per capita acima de cinco salários mínimos.

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