Quase metade da população baiana vive com até metade de um salário mínimo por mês, diz IBGE
Por Hamurabi Dias | 19/10/2025 11:49 e atualizado em 19/10/2025
Foto: Gilson Abreu/AEN
Resumo da notícia
- Em 2022, quase metade da população baiana (48%, ou 6,77 milhões de pessoas) vivia com até meio salário mínimo per capita mensal (R$ 606), valor próximo à linha de pobreza do Banco Mundial. O estado ficou em 2º lugar no país em número absoluto de pessoas nessa faixa, atrás apenas de São Paulo.
- Em 317 dos 417 municípios baianos (76%), mais da metade da população tinha renda per capita de até meio salário mínimo. Cidades como Buritirama, Pilão Arcado e Piraí do Norte registraram índices superiores a 70% da população nessa condição.
- Apenas 1,7% dos baianos (237 mil pessoas) tinham rendimento per capita acima de cinco salários mínimos. Municípios como Lauro de Freitas (5,62%), Salvador (5,19%) e Luís Eduardo Magalhães (3,09%) lideravam esse grupo, enquanto 26 cidades não possuíam nenhum morador nessa faixa de renda.
Em 2022, quase metade da população baiana, 6.771.650 pessoas ou 48% do total, tinha um rendimento médio mensal domiciliar per capita de até 1/2 salário mínimo, o que equivalia a R$ 606 naquele ano. Esse valor era bem próximo (para baixo) à linha de pobreza definida pelo Banco Mundial para países de renda média-alta, como o Brasil, que era de R$ 636 em 2022.
O rendimento médio mensal domiciliar per capita é a renda total de um domicílio (incluindo salários, aposentadorias, programas sociais, aluguéis, aplicações financeiras etc.) dividida pelo número de moradores, tenham eles renda ou não. É um indicador utilizado internacionalmente para avaliar condições de vida e pobreza monetária.
Embora fosse o 4º estado em número de habitantes, a Bahia tinha o segundo maior contingente de pessoas com renda per capita até 1/2 salário mínimo, só atrás de São Paulo (8.914.848 pessoas, que representavam 20,2% da população do estado).
A proporção de pessoas que viviam com até 1/2 salário mínimo por mês na Bahia (48%) era a décima primeira entre as 27 unidades da Federação, num ranking liderado por Amazonas (55,7%), Maranhão (54,8%) e Pará (51,8%). Os estados da região Sul tinham os menores percentuais de pessoas nessa faixa de rendimento per capita: Santa Catarina (11,6%), Rio Grande do Sul (17,6%) e Paraná (17,8%).
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No Brasil como um todo, 31,8% da população (64.211.949 pessoas) tinham rendimento médio mensal domiciliar per capita de até 1/2 salário mínimo em 2022.
A expressiva proporção de pessoas com rendimento domiciliar per capita de até 1/2 salário mínimo na Bahia se refletia nos municípios do estado. Em 2022, em 8 de cada 10 cidades baianas (317 das 417, ou 76,0% do total), mais da metade da população tinha renda per capita de até 1/2 salário mínimo.
Essa proporção superava 7 em cada 10 moradores com rendimento domiciliar per capita de até 1/2 salário mínimo em 5 cidades: Buritirama (73,3%), Pilão Arcado (72,0%), Piraí do Norte (71,7%), Barra (71,0%) e Ipecaetá (71,0%).
Por outro lado, entre os estados brasileiros, a Bahia tinha a sexta menor proporção de moradores com rendimento médio mensal domiciliar per capita acima de cinco salários mínimo (o que equivalia a mais de R$ 6.060 em 2022). Apenas 1,7% da população baiana estava nessa faixa de renda, o que equivalia a 237.077 pessoas, apenas o nono maior contingente do país.
Distrito Federal (12,9%), São Paulo (5,5%) e Rio de Janeiro (5,0%) tinham as maiores proporções da população na faixa de rendimento per capita acima de cinco salários mínimos; Maranhão (1,1%), Pará (1,4%) e Piauí (1,5%), as menores. No Brasil como um todo, 3,7% das pessoas (7.454.840) estavam nesse grupo.
Dentre os 417 municípios baianos, apenas 40 (9,6%) tinham mais que 1% de sua população com rendimento médio domiciliar per capita acima de cinco salários mínimos por mês. Eram liderados por Lauro de Freitas (5,62% da população nessa situação), seguido por Salvador (5,19%) e Luís Eduardo Magalhães (3,09%).
No outro extremo, em 26 cidades da Bahia, não havia uma pessoa sequer com rendimento domiciliar per capita acima de cinco salários mínimos.
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