Quem é Oyama Figueiredo, empresário e ex-presidente da Câmara de Feira de Santana preso em operação policial que investiga fraudes fundiárias
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Quem é Oyama Figueiredo, empresário e ex-presidente da Câmara de Feira de Santana preso em operação policial que investiga fraudes fundiárias

Quem é Oyama Figueiredo, empresário e ex-presidente da Câmara de Feira de Santana preso em operação policial que investiga fraudes fundiárias Foto: Redes Sociais

Resumo da notícia

  • Empresário, ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana (1991-1994). Figura conhecida na cidade, homenageado com o nome do Conjunto Habitacional Oyama Figueiredo, no bairro Tomba.
  • Oyama foi preso junto com outras seis pessoas durante a Operação Sinete, que investiga fraudes documentais, grilagem de terras e lavagem de dinheiro. Foram cumpridos 47 mandados de busca e apreensão, com apreensão de carros de luxo, motos, dinheiro, joias e documentos. Justiça determinou bloqueio judicial de bens e valores de até R$ 6 milhões por CPF e R$ 60 milhões por CNPJ.
  • O grupo é suspeito de falsificar e manipular documentos públicos e judiciais para apropriação ilegal de propriedades, envolvendo empresários, advogados, corretores, servidores de cartórios e agentes públicos. A investigação foi baseada em interceptações telefônicas, análises financeiras e diligências de campo, resultando no afastamento de servidores públicos. Os detidos foram levados ao Conjunto Penal de Feira de Santana, e a polícia continua apurando o caso para identificar mais envolvidos.

O empresário Oyama Figueiredo, preso na quarta-feira (26) durante uma operação que investiga um grupo suspeito de cometer fraudes documentais, grilagem de terras e lavagem de capitais em Feira de Santana e municípios vizinhos, é uma figura conhecida.

Além de empresário, Oyama é ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal, onde ocupou o cargo máximo do Legislativo entre 1991 e 1994. Seu nome também batiza o Conjunto Habitacional Oyama Figueiredo, localizado no bairro Tomba, onde foi homenageado.

Segundo a Polícia Civil, durante a operação “Sinete”, sete pessoas foram presas e a Justiça determinou 47 mandados de busca e apreensão. Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos 12 carros de luxo, duas motocicletas, dinheiro em espécie, joias e diversos documentos.

A Justiça também determinou o sequestro judicial de valores e bens, com bloqueio autorizado de até R$ 6 milhões por CPF e R$ 60 milhões por CNPJ dos investigados.

Entre os presos estão:

• Oyama de Figueiredo;

• Geraldo Bispo Ferreira;

• Pedro Henrique dos Reis de Figueiredo;

• Arnaldo Novais de Melo;

• Lívia Cajado de Figueiredo Cosmo.

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De acordo com o Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), Oyama e outros investigados teriam participado de uma rede que atuava falsificando e manipulando documentos públicos e judiciais para apropriação clandestina de propriedades. O esquema envolveria servidores de cartórios, empresários, advogados, corretores e agentes de segurança pública.

A Polícia identificou um sistema de falsificação e manipulação de documentos públicos e judiciais, com uso indevido de procurações, certidões e decisões judiciais para apropriação clandestina de propriedades. Em alguns casos, houve emprego de coação, violência e porte irregular de arma de fogo.

Ainda segundo a instituição policial, a investigação avançou a partir de interceptações telefônicas autorizadas judicialmente, análises financeiras, diligências de campo e correições administrativas. Também foi determinado o afastamento cautelar de servidores públicos suspeitos de participação no esquema.

Na manhã desta sexta-feira (28), os sete suspeitos presos durante a operação foram transferidos ao Conjunto Penal de Feira de Santana.

A Operação Sinete contou com apoio da Força Correcional Especial Integrada (Force), da Corregedoria da Polícia Militar da Bahia, da Corregedoria da Polícia Civil da Bahia e da Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

A PC informou que as investigações continuam para delimitar responsabilidades, identificar possíveis novos envolvidos e localizar o oitavo investigado com mandado de prisão expedido.

Com informações do g1 BA.

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