Rendimento domiciliar per capita na Bahia é o sexto mais baixo entre estados, diz IBGE
Por Hamurabi Dias | 01/03/2026 16:48 e atualizado em 01/03/2026
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Resumo da notícia
- Em 2025, o rendimento domiciliar per capita na Bahia foi de R$ 1.465, abaixo da média nacional (R$ 2.316) e do salário mínimo (R$ 1.518). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado caiu para a 22ª posição no ranking nacional, ficando com o sexto menor rendimento entre os estados.
- A renda na Bahia teve alta nominal de 7,2% em relação a 2024 (mais R$ 99), mas foi apenas o 23º maior aumento percentual do país. Estados como Distrito Federal, Roraima e Amazonas registraram os maiores crescimentos.
- A Bahia voltou a ser o sexto maior rendimento entre os nove estados do Nordeste, sendo superada pelo Piauí. No cenário nacional, os menores rendimentos estão no Maranhão, Ceará e Acre, enquanto os maiores são do Distrito Federal, São Paulo e Rio Grande do Sul.
Em 2025, o rendimento mensal domiciliar per capita médio do Brasil ficou em R$ 2.316. Na Bahia, foi de R$ 1.465. O rendimento mensal domiciliar per capita resulta da soma dos rendimentos de todas as fontes de cada morador do domicílio (trabalho, aposentadoria, investimentos, programas sociais etc.) dividida pelo total de moradores. Ele é um indicador internacional de condições de vida.
Em relação ao apurado em 2024 (R$ 1.366, em valores correntes daquele ano), a renda domiciliar per capita média na Bahia teve alta nominal (desconsiderando a inflação do período) de 7,2%, em um ano, o que representou mais R$ 99.
No Brasil como um todo, a renda domiciliar per capita também cresceu em termos nominais frente a 2024, quando havia sido de R$ 2.069: +11,9% ou mais R$ 121.
De 2024 para 2025, todas as 27 unidades da Federação registraram altas nominais da renda domiciliar per capita média. O aumento baiano (+7,2%) foi apenas o vigésimo terceiro mais intenso em termos percentuais, ou o quinto menor. Distrito Federal (+31,8%), Roraima (+22,1%) e Amazonas (+19,9%) tiveram os maiores aumentos, enquanto Mato Grosso (+2,6%), Pará (+5,7%) e Espírito Santo (+6,5%) tiveram os mais tímidos.
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Em termos absolutos (mais R$ 99), a Bahia teve o vigésimo quarto aumento, ou o quarto menor, somente acima de Mato Grosso (mais R$ 59), Pará (mais R$ 76) e Alagoas (mais R$ 91). Distrito Federal (mais R$ 1.094), Minas Gerais (mais R$ 352) e Roraima (mais R$ 340) lideraram, com as altas absolutas mais intensas.
Com um aumento menor do que a grande maioria dos estados, em 2025 a Bahia voltou a perder posições no ranking nacional do rendimento mensal domiciliar per capita médio, caindo do vigésimo para o vigésimo segundo lugar, ou do oitavo para o sexto menor.
Também tornou a ser o sexto maior rendimento per capita entre os 9 estados do Nordeste (havia ido a quinto em 2024), superado novamente pelo Piauí, cujo rendimento chegou a R$ 1.546 em 2025, com aumento nominal de 14,5% frente ao ano anterior.
Em 2025, Maranhão (R$ 1.219), Ceará (R$ 1.390) e Acre (R$ 1.392) tinham os menores rendimentos domiciliares per capita do país. Os maiores estavam em Distrito Federal (R$ 4.538), São Paulo (R$ 2.965) e Rio Grande do Sul (R$ 2.839).
O rendimento médio domiciliar per capita baiano (R$ 1.465) se manteve, em 2025, abaixo (-3,5%) do salário mínimo vigente (R$ 1.518), com um discreto aumento na distância entre um e outro, em relação aos -3,3% de 2024.
A tabela a seguir mostra os rendimentos mensais domiciliares per capita em valores correntes de 2025 para o Brasil e unidades da Federação, por ordem decrescente.

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