Retirada de comerciantes do canteiro central da avenida Fraga Maia gera repercussão e pedido de regularização
Por Hamurabi Dias, João Guilherme Dias e Dandara Barreto | 24/02/2026 17:04 e atualizado em 24/02/2026
Foto: Valto Novaes
Resumo da notícia
- A retirada de comerciantes informais do canteiro central da Avenida Fraga Maia repercutiu na Câmara Municipal de Feira de Santana. O vereador Galeguinho SPA defendeu diálogo e solução para os trabalhadores que comercializavam doces e tortas no local.
- No sábado (21), equipes da Prefeitura notificaram os vendedores de que não seria mais permitida a instalação das bancas no canteiro central, após reclamações. Segundo os comerciantes, não houve aviso coletivo prévio, o que gerou prejuízos, especialmente para quem já estava com produção pronta para o fim de semana.
- Após a repercussão, os empreendedores procuraram a Secretaria de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico de Feira de Santana, que informou ser proibida a exploração comercial no canteiro central, mas indicou um novo espaço para os 22 trabalhadores. Eles serão cadastrados e deverão cumprir regras como proibição de som, limpeza obrigatória e retirada das estruturas ao final das atividades.
A retirada de comerciantes que atuavam de forma informal no canteiro central da avenida Fraga Maia repercutiu na Câmara Municipal de Feira de Santana. O assunto foi levado à tribuna pelo vereador Galeguinho SPA, que defendeu diálogo e uma solução para os trabalhadores que têm na venda de doces e tortas a fonte de renda.
No último sábado (21), equipes da Prefeitura estiveram no local para notificar os vendedores de que não seria mais permitida a instalação das bancas no canteiro central, após denúncias e reclamações de lojistas e passantes.
“São espaços vagos, espaços vazios, que eu acho que não tem nenhuma dificuldade que o comerciante possa utilizar aquele espaço apenas para vender seus produtos e trazer o sustento para dentro de casa. Existem outras preocupações que a Prefeitura, que o poder público poderia estar, de fato, se preocupando, em vez de estar ali se preocupando com esses comerciantes. Eles usam o espaço apenas para levar o sustento para dentro de casa. Não estou fazendo uma crítica de forma alguma, estou apenas abrindo a mente da gestão, abrindo a mente desse secretariado, que existem coisas piores em nossos municípios que vocês deveriam estar se preocupando, não com aqueles pais e mães de famílias que utilizam aquele espaço ali por horas eles montam, desmontam e limpam”, disse o vereador.
Uma das comerciantes, Mariana Daltro, conversou com a nossa equipe e relatou como foi a abordagem. Segundo ela, os trabalhadores foram informados de que, caso retornassem no dia seguinte, os equipamentos seriam retirados pela fiscalização. A situação gerou repercussão nas redes sociais e mobilização entre os expositores.
“Nós comunicamos aos nossos colegas, alguns não foram notificados porque já tinham ido embora e ficamos com medo aí a gente começou a repercussão nas redes sociais”, disse.
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Mariana afirma que, embora todos tivessem consciência da irregularidade, não houve aviso prévio coletivo. Ela diz que a maioria foi pega de surpresa, já com produção pronta para o final de semana, o que teria gerado prejuízos.
“Quem trabalha ali normalmente, a maioria, trabalha com confeitaria. Nosso trabalho começa na segunda-feira, comprando material, são camadas de trabalho que vamos construindo até chegar à venda no domingo. Então, muitas pessoas saíram prejudicadas. Pessoas que tinham mais de 10 tortas na geladeira com morango que não dá para congelar, foi perdido”, lembrou a comerciante.
Parte dos comerciantes conseguiu, com apoio de lojistas, realocar as bancas nas calçadas, fora do canteiro central. Segundo ela, o movimento na avenida caiu no domingo (22), impactando tanto os vendedores informais quanto o comércio formal.
Os trabalhadores agora pedem regularização da atividade. Mariana destaca que os equipamentos são montáveis, que não há estrutura fixa no local e que o grupo está disposto a dialogar com a Prefeitura para encontrar uma solução legal.
“Nós não queremos fazer nada brigando, a gente não quer fazer nenhum tipo de manifestação da baderna. Nós queremos conversar com a secretaria, com a Prefeitura, para que eles possam nos enxergar, para que eles possam entender que ali gera também renda. São muitas mães e pais de famílias que geram retorno para a cidade. Nós consumimos também dos lojistas, porque nós compramos água, compramos bebidas, refrigerantes para nosso consumo, para comemos ali também”, comentou.
Após a repercussão, os empreendedores procuraram a Secretaria de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico (Settdec).
Em entrevista à nossa equipe, a secretária Márcia Ferreira informou que ficou definido que não é permitida exploração comercial no canteiro central da fraga maia, mas que um novo espaço foi indicado para os 22 empreendedores que procuraram a pasta.
Segundo a secretária, os comerciantes serão cadastrados e assinarão um termo de regulamentação, com regras como a proibição de utilização de som, obrigação de limpeza do espaço e retirada dos equipamentos ao final das atividades.
“A regulamentação já existe. A gente está cadastrando para assinarem um acordo, um contrato de regimento de como funciona, inclusive que não pode botar crianças para trabalhar junto, porque o Ministério Público também regula isso, e a gente está junto com o Ministério Público, e os outros regimentos que precisa ser feito é quanto à limpeza do solo, à não utilização de som automotor ou não e também ter espaço para os clientes deles”, disse a gestora.
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