Secretaria de Educação estabelece diretrizes para uso da inteligência artificial em salas de aula na Bahia
Por Yasmin Mota | 23/02/2026 13:17 e atualizado em 23/02/2026
Foto: Douglas Amaral – Ascom/SEC
Resumo da notícia
- A Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) publicou normas para orientar o uso da Inteligência Artificial na educação básica da rede estadual. O documento estabelece que a tecnologia deve apoiar a aprendizagem e o planejamento pedagógico, sem substituir a autoria docente, com foco na formação cidadã e no pensamento crítico.
- As diretrizes seguem princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), do ECA Digital e da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo proteção de dados e centralidade no ser humano. A SEC destaca que excluir a IA do ambiente escolar pode ampliar desigualdades educacionais, reforçando a importância do letramento digital na escola pública.
- O Instituto Anísio Teixeira (IAT) oferece formação on-line em IA para educadores, com 500 vagas e carga de 40 horas. Além disso, a SEC criou a Comunidade de Prática IA Educação e distribuiu mais de 95 mil tablets em 2025, permitindo o uso de ferramentas como o Gemini no apoio às atividades pedagógicas.
A Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) publicou diretrizes para o uso da Inteligência Artificial (IA) na educação básica da rede estadual, estabelecendo um marco normativo para a integração ética, segura e pedagógica dessas tecnologias nas escolas. O documento orienta gestores, coordenadores pedagógicos, professores e estudantes sobre como utilizar a IA como instrumento de apoio à aprendizagem, ao planejamento pedagógico e à formação cidadã, sem substituição da autoria docente.
As diretrizes estão fundamentadas em princípios como os da centralidade no ser humano, da proteção integral de crianças e adolescentes, do desenvolvimento do pensamento crítico, da equidade e do uso responsável de dados, em consonância com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o ECA Digital e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
O texto também estabelece que a exclusão do uso da Inteligência Artificial pode aprofundar desigualdades educacionais, reforçando o papel da escola pública na promoção do letramento digital.
Para o assessor especial para IA na Educação da SEC, Iuri Rubim, as diretrizes buscam consolidar uma abordagem positiva e estratégica da tecnologia no ambiente escolar. “A Inteligência Artificial pode ampliar as possibilidades pedagógicas, apoiar o planejamento dos professores e estimular a criatividade e o pensamento crítico dos estudantes. Nosso objetivo é garantir que meninos e meninas tenham o direito de aprender a usar essa tecnologia de forma consciente, responsável e criativa, porque ela já faz parte da vida cotidiana, do mundo do trabalho e da formação cidadã”, afirmou.
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Ações da SEC para uso da IA
A implementação das diretrizes é acompanhada por ações formativas conduzidas pelo Instituto Anísio Teixeira (IAT), que oferta a Formação em Inteligência Artificial para Educadores, com foco no uso ético, responsável e qualificado da IA no contexto educacional. São oferecidas 500 vagas e carga horária de 40 horas na modalidade on-line, com realização entre 3 e 31 de março, e inscrições abertas até 27 de fevereiro, pelo link.
Além disso, a SEC disponibilizou um formulário para educadores da rede pública estadual interessados em participar da Comunidade de Prática IA Educação, iniciativa voltada à troca de experiências e ao desenvolvimento coletivo do uso da Inteligência Artificial em processos pedagógicos.
Como parte do esforço de viabilização das diretrizes, a SEC também tem investido na ampliação do acesso às tecnologias digitais. Somente em 2025, mais de 95 mil tablets foram distribuídos para estudantes da rede estadual, possibilitando o acesso a recursos educacionais digitais e ao uso de ferramentas de Inteligência Artificial, como o Gemini, no apoio às atividades pedagógicas.
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