Senado aprova projeto que pune divulgação de imagens de vítimas de crimes e acidentes
Política

Senado aprova projeto que pune divulgação de imagens de vítimas de crimes e acidentes

Senado aprova projeto que pune divulgação de imagens de vítimas de crimes e acidentes Foto: Ton Molina/Agência Senado

Resumo da notícia

  • O Senado aprovou um projeto de lei que criminaliza o registro e a divulgação não autorizada de imagens que identifiquem vítimas de crimes, acidentes ou cadáveres.
  • A divulgação será permitida apenas em casos de interesse da Justiça, interesse público justificado ou com consentimento da vítima. A pena prevista foi reduzida para detenção de seis meses a dois anos, além de multa.
  • Como o texto foi alterado pelos senadores, o projeto retorna à Câmara dos Deputados para nova análise.

O Plenário do Senado aprovou na quarta-feira (15) o projeto de lei que criminaliza o registro e a divulgação não autorizada de imagens que identifiquem vítimas de crimes ou acidentes, assim como imagens de cadáveres.

O projeto (PL 1.242/2026), de autoria da deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ), recebeu parecer favorável do senador Marcelo Castro (MDB-PI).

Como o texto foi alterado no Senado, a matéria retornará à Câmara, onde teve origem, para nova análise.

A proposta altera o Código Civil para ampliar a proteção da honra e da imagem das vítimas. Também modifica o Código Penal para tipificar como crime a divulgação, sem justa causa, desse material.

O texto prevê exceções quando a divulgação for necessária para a Justiça, para atender a interesse público devidamente justificado ou quando houver o consentimento da vítima.

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Além disso, a versão aprovada no Senado reduz a pena prevista na versão original do projeto para os crimes em questão. O texto que veio da Câmara previa reclusão de 1 a 3 anos, além de multa. O parecer de Marcelo Castro reduziu a pena para detenção de seis meses a dois anos, além de multa.

A previsão inicial era que essa matéria fosse votada pelo Plenário do Senado na quinta-feira (16), mas a votação foi antecipada em um dia pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre.

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