Senado aprova projetos que antecipam idade mínima para mamografia no SUS
Saúde

Senado aprova projetos que antecipam idade mínima para mamografia no SUS

Senado aprova projetos que antecipam idade mínima para mamografia no SUS Foto: Geraldo Magela / Agência Senado

Resumo da notícia

  • A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou projetos que antecipam o início da mamografia para mulheres a partir dos 40 anos no SUS e para aquelas com histórico familiar de câncer a partir dos 30 anos. A medida inclui também os planos de saúde, que deverão oferecer o exame sem limite de frequência.
  • A proposta visa aumentar as chances de cura com o diagnóstico precoce, já que 25% dos casos de câncer de mama no Brasil ocorrem antes dos 50 anos. O CFM estima que o rastreamento antecipado pode reduzir em até 50% a mortalidade pela doença.
  • A Consultoria de Orçamentos do Senado estima um impacto de R$ 100 milhões em 2026, considerado baixo pela relatora Damares Alves diante dos benefícios sociais. Os projetos seguem para a Câmara dos Deputados, salvo recurso para votação em plenário.

Nesta quarta-feira (9) a CAS (Comissão de Assuntos Sociais) do Senado Federal aprovou dois projetos que diminuem a idade mínima para acesso à mamografia pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e pelos planos de saúde. Os PLs 3021/2024 e 499/2025, respectivamente, antecipam o exame para 30 anos, em caso de mulheres com histórico familiar de cânceres de mama, colo de útero e colorretal, e para 40 anos para início do exame anual de rastreamento.

No Brasil, hoje a mamografia é realizada no SUS em pacientes com idades entre 50 e 69 anos no intervalo de dois anos. Segundo o Senado, a mudança busca melhorar a chance de cura com diagnóstico precoce, já que 25% das mulheres diagnosticadas com câncer de mama no país têm menos de 50 anos.

A Consultoria de Orçamentos do Senado afirma ainda que a inclusão de uma nova faixa etária para realização do exame terá um impacto de aproximadamente R$ 100 milhões no ano de 2026.

Relatora dos projetos, a senadora Damares Alves (Republicanos/DF) diz que o custo é pequeno diante dos benefícios sociais e de saúde pública. “Isso não vai falir a nação, isso vai salvar vidas, vai evitar leitos ocupados, vai deixar mulheres saudáveis para produzir mais, para voltar para o mercado de trabalho”, afirma.

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O CFM (Conselho Federal de Medicina) defende o início da mamografia aos 40 anos e estima que o adiantamento pode reduzir em 50% a mortalidade de pacientes com câncer.

O segundo projeto aprovado garante rastreamento por mamografia para pacientes com mais de 30 anos que tenham histórico familiar de câncer em parentes de até segundo grau.
Na junção dos textos, a senadora Daniella Ribeiro (PP/PB) incluiu aos projetos os planos de saúde, que com a aprovação, devem realizar mamografia, sem limite de quantidade ou frequência, em pacientes com mais de 30 anos com histórico familiar ou mutação genética.

Em março deste ano, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) decidiu que planos de saúde devem rastrear câncer de mama em pacientes a partir dos 40 anos.
Segundo o Senado, os projetos foram aprovados em decisão terminativa e seguem para a Câmara dos Deputados, se não houver recurso para que sejam votados no Plenário do Senado.

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