Sete chefes da facção Comando Vermelho são transferidos para presídios federais após megaoperação no Rio de Janeiro
Por Hamurabi Dias | 12/11/2025 16:48 e atualizado em 12/11/2025
Foto: Genilson Araújo/TV Globo
Resumo da notícia
- Sete chefes do tráfico foram removidos do presídio de Bangu 1, no Rio de Janeiro, e levados sob forte escolta para presídios federais de segurança máxima em diferentes estados, incluindo Catanduvas (PR), Mossoró, Brasília, Campo Grande e Porto Velho.
- A transferência, autorizada pela Vara de Execuções Penais e solicitada pelo Ministério da Justiça, ocorreu após ataques no Grande Rio e visa enfraquecer a comunicação entre a cúpula da facção e seus subordinados, prevenindo novos atos violentos.
- Com a ação, o Rio passa a ter 66 presos sob custódia federal — o maior número do país. As penas dos sete traficantes somam quase 500 anos de prisão, e eles são apontados como líderes de áreas estratégicas da facção, como Complexo do Alemão, Resende, Niterói e Baixada Fluminense.
Sete chefes do tráfico do Comando Vermelho começaram a ser transferidos para presídios federais nesta quarta-feira (12). Os criminosos estavam em Bangu 1, no Complexo de Gericinó, e foram levados sob forte escolta do Grupamento de Intervenção Tática (GIT) para o Galeão, na Ilha do Governador, de onde embarcariam para unidades de segurança máxima distribuídas pelo país.
Ao menos 40 policiais do GIT foram mobilizados para a escolta dos traficantes até a pista. A guarda passaria, então, a agentes da Polícia Federal. Ao todo, os 7 têm penas que somam quase 500 de prisão.
Os presos formaram uma fila na pista do aeroporto e embarcaram um a um na aeronave rumo ao presídio federal de Catanduvas, no Paraná. De lá, eles serão levados para os presídios federais de Mossoró, Brasília, Campo Grande e Porto Velho. A data da nova transferência ainda não foi divulgada.
De acordo com a Secretaria Nacional de Políticas Penais, com a operação desta quarta, o Rio de Janeiro passa a ser o estado com o maior número de presos sob custódia federal, totalizando 66 custodiados de alta periculosidade. Somente em 2025, 19 novas inclusões foram realizadas no Sistema Penitenciário Federal (SPF).
A operação foi autorizada pela Vara de Execuções Penais (VEP) do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em resposta aos ataques registrados no Grande Rio após a megaoperação nos Complexos do Alemão e Penha.
De acordo com o governo fluminense, os presos integram a cúpula da facção, e a transferência faz parte de uma estratégia para enfraquecer a comunicação entre líderes e demais integrantes do grupo criminoso.
A transferência atende a um pedido do Ministério da Justiça e da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio, que apontaram risco de novos ataques caso os chefes permanecessem no sistema estadual.
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Os presos transferidos são:
1. Roberto de Souza Brito, o Irmão Metralha – atua no Complexo do Alemão;
2. Arnaldo da Silva Dias, o Naldinho – Atua em Resende e é o administrador da “caixinha” do CV;
3. Alexander de Jesus Carlos, o Choque ou Coroa – Traficante do Complexo do Alemão;
4. Marco Antônio Pereira Firmino, o My Thor – Do Morro Santo Amaro e integra a comissão da facção;
5. Fabrício de Melo de Jesus, o Bicinho – de Volta Redonda e integra a comissão da facção.
6. Carlos Vinícius Lírio da Silva, o Cabeça – da comunidade do Sabão, em Niterói.
7. Eliezer Miranda Joaquim, o Criam – Chefe na Baixada Fluminense.
Com informações do g1.
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