Sétima estimativa para safra baiana de grãos mantém produtividade recorde para 2025
Por Hamurabi Dias | 17/08/2025 17:50 e atualizado em 17/08/2025
Foto: Ascom/Aiba
Resumo da notícia
- A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas na Bahia deve atingir 12,83 milhões de toneladas, um aumento de 12,7% em relação a 2024 e superando o recorde anterior de 2023.
- O milho 1ª safra e o algodão herbáceo puxaram o crescimento, com aumentos expressivos na produtividade e área plantada. A produção de milho deve crescer 24,6% em relação a 2024, enquanto o algodão terá alta de 5,4%.
- A produção de feijão 1ª safra caiu 29,7% entre junho e julho. Ainda assim, a Bahia deve ter a sétima maior safra do país em 2025, respondendo por 3,8% do total nacional, atrás de estados como Mato Grosso e Paraná.
A sétima estimativa para a safra baiana de cereais, leguminosas e oleaginosas (também conhecidos como grãos) em 2025 prevê, em julho, que a produção deve chegar ao recorde de 12.829.202 toneladas neste ano. Isso representa um crescimento de 12,7% (ou mais 1.448.107 t) em relação a 2024, e de 5,6% frente ao recorde anterior, registrado em 2023 (que havia sido de 12.148.058 toneladas).
Frente à estimativa de junho (de 12.668.822 toneladas), também houve, em julho, aumento na previsão da safra de grãos na Bahia: +1,3%, o que equivale a mais 160.380 toneladas.
A maior previsão da safra baiana de grãos, entre junho e julho, se deveu a novas revisões para cima nas produções de milho 1ª safra e algodão herbáceo.
Em 2025, a primeira safra de milho, na Bahia, deve ser de 1.932.000 toneladas, ficando 24,6% acima da colhida em 2024 (mais 380.910 toneladas) e com alta de 11% na passagem de junho para julho (mais 192 mil toneladas).
O aumento da previsão do milho 1ª safra entre um mês e outro se deveu a um maior rendimento médio, que deve chegar a 6.900 kg/hectare, 15% superior ao previsto em junho (que havia sido 6.000 kg/hectare).
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A Bahia deve produzir, em 2025, 1.865.025 toneladas de algodão, 5,4% a mais do que em 2024 (mais 96.225 toneladas) e 0,4% a mais do que o previsto em junho (mais 6.525 toneladas). A variação positiva na estimativa, entre junho e julho, se deveu a um crescimento da área plantada/ a ser colhida, que passou de 400 mil para 405 mil hectares (+1,3% ou mais 5.000 hectares).
O estado é o 2º maior produtor nacional de algodão e deverá ser responsável por 19,6% da safra brasileira, em 2025. Fica abaixo apenas de Mato Grosso, que deve colher 6.742.781 toneladas, equivalentes a 71,0% do total nacional (9,5 milhões de toneladas).
Por outro lado, entre junho e julho houve, na Bahia, revisão para baixo na estimativa de produção do feijão 1ª safra, de -29,7% ou menos 35.600 toneladas. Com isso, essa safra deve somar 86.400 toneladas em 2025, ficando ainda menor em relação à de 2024: -37,0% ou menos 50.700 toneladas.
A queda importante na estimativa de produção de feijão 1ª safra, entre junho e julho, resultou de uma combinação de recuos na área destinada à cultura (-7,7% ou menos 15 mil hectares, ficando em 180 mil hectares) e no rendimento médio (-23,3%, de 4.646 kg/hectare para 4.605 kg/hectare).
Apesar disso, o novo recorde na produção de grãos na Bahia, em 2025, segue o previsto também para o Brasil como um todo. A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve totalizar 340,5 milhões de toneladas em 2025. Trata-se de um valor 16,3% ou 47,7 milhões de toneladas maior do que o de 2024 (292,7 milhões de toneladas). Na comparação com junho, a estimativa registrou alta de 2,1%, um acréscimo de 7,1 milhões de toneladas.
Mantendo-se essa previsão positiva, em 2025 a Bahia deve sustentar a sétima maior safra de grãos do país, respondendo por 3,8% do total nacional. Mato Grosso continua na liderança (32,4%), seguido por Paraná (13,4%) e Goiás (11,4%).
As informações são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado mensalmente pelo IBGE. O grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas (grãos) engloba os seguintes produtos: arroz, milho, aveia, centeio, cevada, sorgo, trigo, triticale, amendoim, feijão, caroço de algodão, mamona, soja e girassol.
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