Shakira reúne milhões de fãs em noite histórica em Copacabana, no Rio de Janeiro
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Shakira reúne milhões de fãs em noite histórica em Copacabana, no Rio de Janeiro

Shakira reúne milhões de fãs em noite histórica em Copacabana, no Rio de Janeiro Foto: TV Globo

Resumo da notícia

  • Shakira reuniu milhões de fãs em apresentação marcante, com energia intensa, repertório adaptado e momentos emocionantes, como a homenagem aos filhos durante “Acróstico”.
  • O show trouxe grandes sucessos da carreira, além de participações de Caetano Veloso, Maria Bethânia e Ivete Sangalo, misturando hits internacionais com clássicos da música brasileira.
  • A apresentação destacou a valorização das mulheres — especialmente mães solo —, momentos de nostalgia com músicas antigas e um encerramento vibrante com hits como “Waka Waka” e “She Wolf”.

Antes de subir ao palco da Praia de Copacabana neste sábado (2), Shakira já sabia a dimensão do que encontraria no Rio de Janeiro.

Depois de um show histórico no Zócalo, México, ela chegou a Copacabana para mais um capítulo marcante de sua trajetória.

O roteiro era familiar para os fãs brasileiros, mas não idêntico. Depois de trazer a turnê “Las Mujeres Ya No Lloran” ao país em 2025, a cantora promoveu ajustes no repertório para a escala monumental de Copacabana.

Na esteira das passagens de Lady Gaga e Madonna, Shakira sabia o peso simbólico dessa apresentação. Nas semanas que antecederam o show, alimentou a expectativa dos fãs nas redes sociais, definiu a noite como um sonho e escreveu um artigo para o jornal O Globo em homenagem à força das mulheres latinas.

Apesar do atraso de mais de uma hora, o público não desanimou. O maior trunfo da apresentação esteve na energia física da artista: ela conduziu a plateia com tanta intensidade que era difícil resistir ao impulso de dançar.

A abertura com “La Fuerte” já antecipava o clima do espetáculo: uma faixa eletrônica pulsante que serviu como declaração de intenções. Na sequência, “Girl Like Me” reforçou uma das marcas da noite: a celebração das mulheres, especialmente das latinas.

O ritmo seguiu com “Las de la Intuición” e “Estoy Aquí”, embora esta última tenha aparecido em versão reduzida — breve demais para um dos hits mais queridos pelo público brasileiro.

“Eu não posso acreditar que estou com vocês. Pensar que cheguei aqui com 18 anos… e agora olha isso. A vida é mágica. Não existe coisa melhor do que uma lobinha encontrar sua alcateia brasileira”, disse Shakira, antes de engatar “Empire” e “Inevitable”, faixa em que exibiu sua potência vocal.

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A emoção tomou conta quando imagens de seus filhos, Milan e Sasha, surgiram nos telões durante “Acróstico”. Escrita como uma carta de amor para os dois, a faixa transformou o espetáculo em um raro momento de intimidade.

O clima esquentou com o medley de “Copa Vacía”, “La Bicicleta” e “La Tortura”, uma síntese da latinidade que atravessa sua obra. São hits que sustentariam performances inteiras, mas um repertório tão extenso exige concessões.

Como era esperado, o ápice da dança veio com “Hips Don’t Lie”, quando seus quadris voltaram a justificar a fama construída ao longo de décadas.

Para alegria dos fãs, a colombiana inseriu “Loca” e “Can’t Remember to Forget You”, músicas que não são muito frequentes nos setlists dos shows mais recentes.

Homenagens às mães solos

“No Brasil existem mais de 20 milhões de mães solteiras, eu sou umas delas. Eu dedico esse show a todas elas”, falou na introdução de “Soltera”.

Quando chegou a vez de apresentar Anitta, Shakira a chamou de “rainha”. Essa foi a primeira vez que elas se cantaram juntas ao vivo “Choka Choka”.

Antes da loba, existiu a roqueira de cabelos pretos e, em um show desse porte, era impossível deixar os clássicos dos anos 90 de fora. Foi nesse momento que a cantora apostou na memória afetiva dos fãs, exibindo nos telões imagens do início de sua carreira.

Ela engatou “Pies Descalzos, Sueños Blancos” e “Antología”, em uma versão acústica. Ela até tentou pedir ajuda para o público cantar, mas o público demorou a responder, e o clima esfriou por alguns instantes.

Santo Amaro no palco

Ter participações especiais em megashows não é novidade. Mas a presença de Caetano Veloso e Maria Bethânia pegou o público de surpresa já nos ensaios.

Ao lado de Bethânia e dos integrantes da bateria da Unidos da Tijuca, Shakira cantou “O Que É, O Que É?” (1982), um dos maiores sucessos de Gonzaguinha. Já o encontro com Caetano emocionou ao cantar “Leãozinho”, música que a colombiana entoa para o filho Milan dormir.

Repetindo o Rock in Rio de 2011, Shakira voltou a dividir o palco com Ivete Sangalo cantando “País Tropical”. Claro que a baiana transformou a breve participação em uma mini micareta.

Embora tenha ocupado o maior palco da história do evento, isso não significou apoio em grandes cenários. Muito pelo contrário: a grandiosidade foi sustentada por elementos simples e pela força da performance.

Superadas as baladas e a carga emocional, a reta final elevou novamente a temperatura com “Whenever, Wherever” e o hino da 2010 FIFA World Cup, “Waka Waka (This Time for Africa)”, com o influenciador do Complexo da Maré Raphael Vicente.

As areias de Copacabana se transformaram em uma floresta de lobas, uivando em coro enquanto os mandamentos da loba eram projetados nos telões e uma estrutura gigantesca de lobo invadia o palco. Até que a loba-mor surgiu para cantar “She Wolf” e “Bzrp Music Sessions, Vol. 53”.

Com informações do g1.

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