STF proíbe mudança de nome de Guardas Municipais em todo Brasil
Por Hamurabi Dias | 16/04/2026 14:24 e atualizado em 16/04/2026
Foto: Prefeitura de São Paulo/Divulgação
Resumo da notícia
- O Supremo Tribunal Federal decidiu que municípios não podem alterar o nome de “Guarda Municipal” para “Polícia Municipal” ou similares, valendo para todo o país.
- A decisão foi tomada no julgamento da ADPF 1214, com relatoria do ministro Flávio Dino, que destacou que a Constituição já define a nomenclatura e as atribuições das guardas municipais.
- O STF apontou que mudanças locais poderiam gerar inconsistências jurídicas e administrativas, fixando entendimento de uso obrigatório do termo “Guardas Municipais” em todo o Brasil.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os municípios não podem substituir o nome “Guarda Municipal” por “Polícia Municipal” ou denominações similares. A decisão, que vale para todas as cidades do país, foi tomada na sessão virtual finalizada em 13/4, na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1214, sobre alteração do nome da Guarda Municipal de São Paulo.
A mudança do nome da Guarda Civil Metropolitana da capital paulista para “Polícia Municipal de São Paulo” já havia sido negada liminarmente pelo ministro Flávio Dino, relator da ação. No julgamento de mérito, o Plenário julgou improcedente a ação apresentada pela Federação Nacional de Sindicatos de Guardas Municipais (Fenaguardas) contra decisão da Justiça de São Paulo (TJ-SP) que suspendeu trecho da Lei Orgânica do município, alterado por emenda de 2025, que autorizava o uso da nova denominação.
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Parâmetro constitucional
No voto, o ministro Flávio Dino afirmou que a Constituição Federal adota, de forma expressa e sistemática, a designação “guardas municipais”, prevista no artigo 144, parágrafo 8º, com a atribuição de proteger bens, serviços e instalações dos municípios. Segundo o ministro, a escolha do constituinte reflete a organização do sistema de segurança pública e deve ser observada pelos entes federados.
Risco de inconsistências
O ministro destacou ainda que admitir nova denominação por legislação local poderia gerar inconsistências institucionais e comprometer a uniformidade do ordenamento jurídico. Também mencionou os impactos administrativos apontados pela decisão do TJ-SP, como a necessidade de alterações em estruturas e materiais da administração municipal.
Tese fixada
No julgamento, foi fixada a seguinte tese:
“Por determinação do art. 144, § 8º, da Constituição Federal, regulamentado pelas Leis 13.022/2014 e 13.675/2018, aplica-se a expressão “Guardas Municipais” em todo o território nacional, sendo vedada a substituição por “Polícia Municipal” e denominações similares.”
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