STJ anula efeitos da Operação ‘El Patrón’ que tem como alvo deputado Binho Galinha
Política

STJ anula efeitos da Operação ‘El Patrón’ que tem como alvo deputado Binho Galinha

STJ anula efeitos da Operação ‘El Patrón’ que tem como alvo deputado Binho Galinha Foto: Ascom ALBA/Agência ALBA

Resumo da notícia

  • O Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou os atos da Operação El Patrón, que investigava o deputado estadual Binho Galinha, devido ao uso indevido de dados sigilosos do Coaf sem autorização judicial, o que fere o devido processo legal.
  • A decisão do ministro Joel Ilan Paciornik também beneficia a esposa e o filho do deputado, além de outros réus, e se baseia na doutrina do “fruto da árvore envenenada”, que invalida provas obtidas de forma ilegal. A medida ainda está sujeita a recurso.
  • Binho Galinha afirmou, em nota, receber a decisão com serenidade, reiterando seu compromisso com a legalidade, a transparência e a confiança na Justiça. Ele segue no exercício do mandato como deputado estadual.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou os efeitos da Operação El Patrón, que tinha como principal alvo o deputado estadual Binho Galinha (PRD). A decisão foi proferida na quarta-feira (24) pelo ministro Joel Ilan Paciornik, relator do caso, e teve como base vícios processuais envolvendo o uso de dados sigilosos do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

O habeas corpus foi concedido a partir de recurso apresentado pela defesa do parlamentar, de sua esposa, Mayana Cerqueira da Silva, e do filho do casal, João Guilherme Cerqueira da Silva Escolano. No entanto, o entendimento do STJ também beneficia outros réus no processo. A decisão ainda está sujeita a recurso.

Segundo o relator, o relatório do Coaf que originou a investigação não poderia ter sido solicitado diretamente pela autoridade policial, sem a devida autorização judicial. Paciornik fundamentou sua decisão em entendimento da Terceira Turma do próprio STJ, que considera impossível o compartilhamento de dados financeiros com órgãos de persecução penal sem prévia autorização judicial. Ainda de acordo com esse entendimento, é imprescindível a chancela do Judiciário para a solicitação de informações sigilosas ao Coaf. A matéria ainda não tem posicionamento unificado no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Dou provimento ao recurso em habeas corpus para declarar a nulidade dos relatórios de inteligência financeira solicitados diretamente pela autoridade policial ao Coaf e das provas deles derivadas”, escreveu o ministro em sua decisão.

Com isso, os atos da Operação El Patrón perdem validade com base na doutrina jurídica conhecida como “fruto da árvore envenenada”, segundo a qual provas obtidas de forma ilícita contaminam o processo e levam à sua nulidade.

Em nota à imprensa, o deputado estadual Binho Galinha afirmou:

“Recebo com serenidade e respeito a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que anulou os atos da chamada ‘Operação El Patrón’, reconhecendo a ilegalidade no uso de relatórios sigilosos do Coaf sem autorização judicial.

Desde o início, sempre estive à disposição da Justiça e confiante de que a verdade prevaleceria. Ao longo de todo o processo, reafirmei meu compromisso com a legalidade e a transparência, respeitando os trâmites legais e colaborando com todas as autoridades envolvidas.

A decisão do STJ reforça a importância do devido processo legal e do respeito às garantias constitucionais. Sigo firme no exercício do meu mandato, focado em continuar representando o povo baiano com responsabilidade e dedicação.”

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