Supremo Tribunal Federal arquiva pedido de apuração contra vice de Flávio Bolsonaro por suspeitas de estupro
Justiça

Supremo Tribunal Federal arquiva pedido de apuração contra vice de Flávio Bolsonaro por suspeitas de estupro

Supremo Tribunal Federal arquiva pedido de apuração contra vice de Flávio Bolsonaro por suspeitas de estupro Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Resumo da notícia

  • O ministro Gilmar Mendes determinou o arquivamento da notícia de fato contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), após a PGR concluir que não havia elementos suficientes para justificar a abertura de investigação.
  • Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (PSB-MS) acusaram Gaspar de estupro de vulnerável e suborno. O deputado negou as acusações e afirmou ser vítima de denunciação caluniosa.
  • Vice na chapa de Flávio Bolsonaro à Presidência, o parlamentar voltou a contestar as acusações e afirmou estar disposto a prestar depoimentos e realizar exames. Ele também pediu publicamente a realização de um teste de DNA como forma de apresentar uma comprovação científica sobre o caso.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (6) o arquivamento do pedido para investigar o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) por suspeitas de estupro e suborno. A decisão foi tomada após a Procuradoria-Geral da República (PGR) concluir que não havia elementos suficientes para justificar a abertura de uma apuração.

Alfredo Gaspar é o candidato a vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A acusação contra o parlamentar foi apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) durante a sessão que encerrou a CPMI do INSS.

Na ocasião, os parlamentares afirmaram que Gaspar teria cometido estupro de vulnerável contra uma menor de idade e que uma filha teria sido concebida em decorrência da violência. Eles não apresentaram publicamente detalhes sobre o caso, mas informaram ter encaminhado dados adicionais à Polícia Federal.

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A notícia de fato foi apresentada por integrantes da base do governo para solicitar a abertura de um inquérito. O pedido ocorreu enquanto Gaspar, na condição de relator da CPMI que investigava fraudes em descontos aplicados a aposentadorias, apresentava conclusões que atingiam integrantes do governo. No relatório, ele pediu o indiciamento de mais de 200 pessoas, entre elas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fábio Luís da Silva, o Lulinha.

Gaspar negou as acusações e afirmou ser vítima de denunciação caluniosa por parte dos parlamentares governistas. O deputado também declarou estar disposto a realizar depoimentos e exames necessários para comprovar sua versão.

Após ser anunciado como vice de Flávio Bolsonaro, Gaspar voltou a contestar a acusação e pediu publicamente que um exame de DNA fosse realizado. Segundo ele, o teste seria uma forma de apresentar uma comprovação científica sobre o caso.

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