Suspeito de aplicar golpes na Bahia que causaram prejuízos de até R$ 60 milhões é preso em Alagoas
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Suspeito de aplicar golpes na Bahia que causaram prejuízos de até R$ 60 milhões é preso em Alagoas

Suspeito de aplicar golpes na Bahia que causaram prejuízos de até R$ 60 milhões é preso em Alagoas Foto: Divulgação/ASCOM/PCBA

Resumo da notícia

  • A Polícia Civil da Bahia, em parceria com a de Alagoas, prendeu em Olhos D’Água das Flores (AL) um homem suspeito de estelionato e lavagem de dinheiro, durante a Operação Madoff. Foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão, resultando na apreensão de eletrônicos, documentos e um veículo.
  • O investigado oferecia falsos investimentos em renda variável, prometendo rendimentos fixos de 5% ao mês. Mais de 300 pessoas podem ter sido vítimas, com prejuízos estimados em até R$ 60 milhões. O golpe funcionava no modelo de pirâmide, usando aportes de novos investidores para pagar clientes antigos.
  • Até agora, 15 boletins de ocorrência foram registrados, com valores aplicados entre R$ 10 mil e R$ 440 mil. A Polícia Civil reforça que mais vítimas procurem a delegacia para auxiliar na investigação, que já identificou prejuízos superiores a R$ 1 milhão oficialmente.

A Polícia Civil da Bahia, em ação conjunta com a Polícia Civil do Estado de Alagoas, cumpriu, nesta quarta-feira (1), mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar e itinerante contra um homem, suspeito de estelionato e lavagem de capitais. A prisão ocorreu em Olhos D’Água das Flores (AL), em residência rural onde o investigado estava escondido.

De acordo com as investigações da Delegacia Territorial de Conceição do Coité, apoiadas pelo Núcleo de Inteligência e pela 15ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Serrinha), o homem oferecia supostos investimentos em renda variável, prometendo rendimentos mensais fixos de cerca de 5%. Ele utilizava contratos formalizados, muitos com reconhecimento de firma em cartório, para gerar confiança e atrair investidores.

Foto: Divulgação/ASCOM/PCBA

Até o momento, apenas 15 vítimas registraram boletins de ocorrência, mas estima-se que mais de 300 pessoas tenham sido lesadas, com prejuízos que podem chegar a R$ 60 milhões. O inquérito apura ainda a possibilidade de se tratar de um esquema em pirâmide, no qual recursos de novos investidores eram utilizados para pagar rendimentos a clientes antigos.

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Segundo o delegado Plínio Monteiro da Mota, coordenador regional da 15ª Coorpin, as vítimas relataram aplicações de valores que variaram de R$ 10 mil a R$ 440 mil. “As investigações apontam que, inicialmente, alguns rendimentos foram pagos, reforçando a credibilidade do esquema. A partir de março de 2025, no entanto, o suspeito passou a alegar problemas técnicos e questões pessoais para justificar atrasos e a não devolução dos valores, utilizando mensagens de WhatsApp, comunicados formais e documentos falsos supostamente emitidos pela Receita Federal”, descreveu o delegado.

Durante a operação Madoff, foram apreendidos em poder do suspeito: notebooks, celular, HD externo, pendrive, um veículo, documentos e caderno com anotações. O investigado foi conduzido ao Hospital Municipal de Santana do Ipanema para comprovação de integridade física e, em seguida, levado à sede da Segunda Delegacia Regional da Gerência de Polícia Judiciária da Área 4 (AL), onde permanece à disposição do Juízo da Comarca de Conceição do Coité.

Delegado Plínio Monteiro da Mota, coordenador regional da 15ª Coorpin | Imagens por ASCOM/PCBA

Ainda de acordo com o delegado, a participação da população é fundamental para o inquérito. “Reforçamos que todas as vítimas que ainda não registraram ocorrência devem comparecer à delegacia, pois suas informações são essenciais para a conclusão das investigações e responsabilização completa do suspeito. O prejuízo oficial já passa de R$ 1 milhão, mas há indícios de que a fraude causou transtornos a muitas outras pessoas, com prejuízos que podem ultrapassar R$ 60 milhões”.

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