Tombamento de caminhão volta expor condições precárias na BR-324; DNIT dá prazo de até sete meses para resolver
Por Hamurabi Dias | 28/10/2025 10:57 e atualizado em 28/10/2025
Foto: Divulgação/PRF
Resumo da notícia
- Tombamento de caminhão tanque na BR-324 deixou trecho bloqueado por 13 horas; condutores reclamam de buracos e falta de manutenção.
- Desde maio, o DNIT assumiu a BR-324 e a BR-116 Sul após o fim do contrato de concessão da ViaBahia, prometendo serviços de manutenção funcional e monitoramento da rodovia.
- DNIT já realizou recapeamento e fresagem em 122 km; superintendente estima cerca de um ano para minimizar os problemas causados por chuvas e falta de investimentos anteriores.
Após o tombamento de um caminhão tanque na BR-324 sentido Salvador-Feira de Santana, no último sábado (25) que deixou o trecho bloqueado por 13 horas, a principal via de ligação terrestre entre Feira de Santana e a capital da Bahia voltou a ser alvo de críticas de quem trafega pela rodovia: buracos e a falta de manutenção são queixas constantes de condutores.
O trecho completo da BR-324, juntamente com a BR-116 Sul, foi entregue a gestão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) desde o mês de maio, após o encerramento do contrato com a ViaBahia, que administrava o trecho desde 2009, em um contrato de que tinha duração de 25 anos. Durante agenda em Feira de Santana, na última segunda-feira (27), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues tentou pormenorizar os problemas na rodovia e até comentou sobre o período de chuva na região durante a última semana. O chefe do Executivo estadual estará em agenda nesta terça-feira (28) com o ministro dos Transportes, Renan Filho.
“Os acidentes reduziram bastante, com essas chuvas que tiveram aí, aumentaram alguns buracos, mas eu tenho falando com o ministro Renan, eu vou estar com ele amanhã [terça-feira (28)] em São Paulo, em uma agenda de energia eólica, vou levar três reivindicações, entre elas a BR-324”, comentou o governador.
✅📲 AQUI A NOTÍCIA CHEGA PRIMEIRO: Seu novo portal de notícias de Feira de Santana e região! Entre no nosso grupo do WhatsApp e receba as principais notícias na palma da mão!
>> Siga o perfil oficial do T Notícias no Instagram para mais informações.
O superintendente do DNIT na Bahia, Roberto Alcântara de Souza, em entrevista ao Grupo Lomes de Comunicação, criticou o período de concessão da ViaBahia e destacou que o órgão assumiu a BR-324 e a BR-116 Sul em um período próximo ao São João o que considerou ‘tenso’ e de ‘preocupação’. “Durante esse período de aproximadamente 15 anos, os investimentos que eram necessários, infelizmente, não aconteceram. O DNIT assumiu esses segmentos, a BR-324, BR-116, fato esse que aconteceu no dia 15 de maio. Então, há um pouco mais de cinco meses, o DNIT assume de forma provisória, com a missão de garantir a trafegabilidade da rodovia, executando serviços de manutenção funcional, que seria de forma mais simples, tapar buraco, fazer o serviço de fresagem, colocar uma nova capa na rodovia, também fazer a operação da rodovia, com a utilização de guinchos, de ambulâncias, monitoramento, remoção de animais. Por conta do período do São João, todo mundo recorda como foi tenso aquele momento de preocupação, onde nós asseguramos aos usuários que a passagem pelas cabines de pedágio iria acontecer de forma tranquila, que de fato aconteceu. Nós reduzimos o tempo de viagem Feira-Salvador, Salvador-Feira no período de São João pela metade em relação aos anos anteriores. Isso graças à abertura das praças de verdade. E de lá para cá, diversos serviços vêm sendo executados. Então, Feira de Santana, por exemplo, todo esse contorno na BR-324 passou por recapeamento. Entre Feira e Salvador, nós já executamos 122 quilômetros apenas de serviço de fresagem e uma nova capa”, destacou o representante do órgão na Bahia.
Roberto Alcântara de Souza também culpou a chuva pelos buracos na rodovia e ainda deu um prazo para que os problemas sejam minimizados. “Nós temos 10 equipes atuando no tapa-buraco, buracos esses que foram abertos em virtude das chuvas, mas também, principalmente, foram abertos em virtude da falta de investimento nos últimos 10 anos na BR-324. Nós estimamos que o prazo que nós precisamos é de aproximadamente um ano. Um ano. Nós estamos há cinco meses, já se passaram cinco meses, nós precisaremos de pelo menos mais seis meses, sete meses, para que a gente consiga, nós estamos falando de 500 quilômetros, 500 quilômetros de faixas, cada uma delas com 3,6 metros. Então, 500 quilômetros é uma extensão bastante significativa. Se imagina que de Feira a Salvador, nós temos a pista dupla”, observou o superintendente do DNIT.
Acompanhe nas redes sociais: Band FM, Jovem Pan FM e TransBrasil FM. Também estamos presentes no grupo do WhatsApp.