Trabalho análogo à escravidão: Bahia figura entre os três estados com mais resgates
Por Yasmin Mota | 20/07/2025 10:59 e atualizado em 20/07/2025
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- O estado ocupa o 3º lugar no país em número de trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão nos últimos cinco anos, com 1.605 casos, ficando atrás apenas de Minas Gerais e Maranhão.
- Entre 2012 e 2019, a capital baiana teve 24,1% das denúncias nacionais de tráfico de crianças e adolescentes registradas no Disque 100, com destaque para o trabalho escravo (77,6%) e a exploração sexual (22,4%).
- Segundo o MPT-BA, o trabalho escravo afeta principalmente meninos e homens de 11 a 35 anos, enquanto a exploração sexual atinge majoritariamente meninas e mulheres da mesma faixa etária.
A Bahia ocupa atualmente o 3º lugar no Brasil em número de trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão, com 1.605 pessoas libertadas nos últimos cinco anos. Os dados são do Smartlab, ferramenta do Ministério Público do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). O estado fica atrás apenas de Minas Gerais (2.312 resgates) e Maranhão (1.736 resgates).
Entre 2012 e 2019, Salvador liderou em número de denúncias de tráfico de crianças e adolescentes no Disque 100, com 24,1% dos registros. 77,6% dos casos relacionados ao trabalho escravo e 22,4% à exploração sexual comercial. Poções, cidade localizada no interior da Bahia, próxima a Vitória da Conquista, é apontada como o principal ponto de saída das pessoas traficadas a partir do estado.
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Em ambos os crimes, trabalho escravo e exploração sexual, as principais vítimas são pessoas negras e com baixa escolaridade. De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT-BA), a exploração sexual afeta majoritariamente meninas e mulheres entre 11 e 35 anos, enquanto o trabalho escravo atinge, em sua maioria, meninos e homens da mesma faixa etária.
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