Transportes disparam em 2025: aplicativos de corrida e passagens aéreas ficam mais caras
Por Yasmin Mota | 13/01/2026 11:20 e atualizado em 13/01/2026
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Resumo da notícia
- Gastos com transporte no Brasil aumentaram até 56%, superando a inflação geral de 4,26%, segundo o IPCA do IBGE. Transporte por aplicativo registrou o maior aumento, seguido por passagens aéreas, transporte público e táxi.
- Corridas de aplicativo subiram até 83,4% em Porto Alegre, 67,75% em Brasília e 63,2% em Vitória. Transporte público e metrô tiveram aumentos menores, enquanto algumas passagens aéreas caíram em cidades como Porto Alegre e Rio de Janeiro.
- Apesar das altas nos transportes, o grupo teve inflação média de 3,07%, puxada para baixo por queda em itens como automóvel usado e pedágio. No total, os maiores impactos na inflação de 4,26% vieram de habitação, educação e despesas pessoais.
Os gastos com deslocamentos pelo Brasil aumentaram, em média, até 56% em 2025, segundo dados do IPCA divulgados pelo IBGE. Transporte por aplicativo, táxi, transporte público e passagens aéreas registraram altas superiores à inflação geral do ano, que foi de 4,26%. O IPCA é o índice oficial que mede a inflação no país e serve de referência para a política monetária.
O maior aumento ocorreu no transporte por aplicativo, com alta média nacional de 56,08%. Em algumas regiões, o reajuste foi ainda mais elevado, como em Porto Alegre (83,4%), Brasília (67,75%) e região metropolitana de Vitória (63,20%). As corridas de táxi subiram 9,46% em 2025.
✅📲 AQUI A NOTÍCIA CHEGA PRIMEIRO: Seu novo portal de notícias de Feira de Santana e região! Entre no nosso grupo do WhatsApp e receba as principais notícias na palma da mão!
>> Siga o perfil oficial do T Notícias no Instagram para mais informações.
O transporte público teve aumento médio de 9,18%, com destaque para Campo Grande (18,08%) e São Paulo (12,31%), enquanto Curitiba registrou estabilidade, com alta de 0,19%. As tarifas de metrô subiram 2,83% e o transporte escolar, 4,23%. As passagens aéreas ficaram 7,85% mais caras em média, com aumentos acima de 20% em Campo Grande, Rio Branco e Belo Horizonte, e quedas apenas em Porto Alegre (7,89%) e Rio de Janeiro (7,77%).
Apesar dessas altas, o grupo transportes como um todo teve inflação de 3,07%, influenciado por quedas em itens como automóvel usado, pedágio, gás veicular e seguro voluntário de veículo. Na composição da inflação geral de 4,26%, o principal impacto veio do grupo habitação (6,79%), seguido por educação (6,22%), despesas pessoais (5,87%) e saúde e cuidados pessoais (5,59%), enquanto alimentação e bebidas desacelerou para 2,95% em 2025.
Acompanhe nas redes sociais: Band FM, Jovem Pan FM e TransBrasil FM. Também estamos presentes no grupo do WhatsApp.