Tribunal Regional Eleitoral nega recurso e mantém indeferimento de candidatura de Binho Galinha
Por Yasmin Mota | 01/10/2026 11:35 e atualizado em 01/10/2026
Foto: Max Haack/Divulgação
Resumo da notícia
- O TRE-BA rejeitou o recurso da defesa de Binho Galinha (Avante) e manteve o indeferimento do registro de candidatura do deputado estadual para a disputa de uma nova vaga na Assembleia Legislativa da Bahia.
- Mesmo com o registro negado, Binho Galinha continua autorizado a fazer campanha. A defesa informou que pretende recorrer ao TSE. Caso receba votos no primeiro turno, a validade deles dependerá da decisão definitiva sobre o registro.
- Entre os fundamentos citados pelo Ministério Público Eleitoral estão uma condenação na Justiça Estadual por crimes previstos no Estatuto do Desarmamento, além de investigações que relacionam o parlamentar à Operação El Patrón e a uma organização criminosa.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) rejeitou o recurso apresentado pela defesa do deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (Avante), e manteve negado o registro de candidatura do parlamentar ao cargo de deputado estadual.
Mesmo com a decisão, Binho Galinha, que segue preso no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador, permanece apto a realizar campanha. Como o processo ainda pode ser analisado por outras instâncias da Justiça Eleitoral, caso o parlamentar receba votos no primeiro turno, marcado para 4 de outubro, a situação desses votos dependerá do julgamento definitivo do registro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A defesa informou que pretende recorrer ao tribunal.
O primeiro julgamento do registro ocorreu em 14 de setembro, quando o TRE-BA decidiu, por unanimidade, acolher uma ação apresentada pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) contra a candidatura.
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Entre os fundamentos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral está uma condenação de Binho Galinha na Justiça Estadual por crimes previstos no Estatuto do Desarmamento. A sentença fixou pena superior a 36 anos e nove meses de prisão, com início do cumprimento em regime fechado.
O processo envolve acusações relacionadas à posse irregular de armas e munições, incluindo equipamentos de uso restrito e armamentos com identificação adulterada ou removida.
Também foram citadas investigações que relacionam o deputado a uma organização criminosa. Segundo o órgão, Binho Galinha é apontado como uma das lideranças investigadas no âmbito da Operação El Patrón e de outras ações derivadas da investigação.
Os processos também reúnem informações sobre movimentações financeiras, imóveis e outros elementos que integram as apurações criminais.
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