Tribunal Superior Eleitoral aceita ação de Flávio Bolsonaro contra Lula
Política

Tribunal Superior Eleitoral aceita ação de Flávio Bolsonaro contra Lula

Tribunal Superior Eleitoral aceita ação de Flávio Bolsonaro contra Lula Foto: Divulgação

Resumo da notícia

  • O Tribunal Superior Eleitoral aceitou a tramitação de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) apresentada por Flávio Bolsonaro contra Lula e Geraldo Alckmin por supostas irregularidades relacionadas ao desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval de 2026.
  • A ação questiona R$ 9,65 milhões em repasses públicos destinados à escola após o anúncio do enredo que homenageava Lula, além de receitas privadas ainda não esclarecidas. Os autores alegam possível abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação
  • A decisão do ministro Antonio Carlos Ferreira apenas admitiu a ação e abriu a fase de instrução, com produção de provas e apresentação de defesas. A admissibilidade não significa que as acusações foram comprovadas ou julgadas procedentes. Lula, Alckmin e os demais citados terão cinco dias após a notificação para se manifestar.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aceitou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) apresentada pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) por supostas irregularidades relacionadas ao desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval de 2026. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

De acordo com a publicação, a decisão foi tomada na sexta-feira (18) pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira. Com a admissibilidade da ação, o processo entra na fase de instrução, quando serão produzidas provas e ouvidas as partes. Lula, Alckmin e os demais citados terão cinco dias para apresentar defesa após serem notificados.

Entretanto, a decisão não representa um julgamento das acusações nem antecipa qualquer conclusão sobre o mérito do processo. Segundo o ministro, os fatos narrados na ação podem, em tese, caracterizar abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação social.

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Na ação, a campanha de Flávio Bolsonaro acusa Lula de abuso de poder político e econômico em razão de recursos destinados à Acadêmicos de Niterói, que levou o presidente como tema do desfile.

O processo aponta R$ 9,65 milhões repassados pelas prefeituras do Rio de Janeiro e de Niterói, pelo governo do Rio de Janeiro e pela Embratur depois do anúncio do enredo, em julho de 2025. A acusação também menciona receitas privadas que, segundo os autores, ainda não foram esclarecidas e poderiam ter origem em empresas com contratos públicos.

Os órgãos citados no processo afirmam que os recursos foram destinados às escolas de samba para a realização do Carnaval, e não exclusivamente à agremiação que homenageou Lula.

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