TSE nega acusação de Flávio Bolsonaro sobre expulsão de fiscais de sala-cofre
Por Hamurabi Dias | 26/10/2026 16:57 e atualizado em 26/10/2026
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Resumo da notícia
- O TSE classificou como falsa a acusação de Flávio Bolsonaro (PL), derrotado no segundo turno, de que fiscais de seu partido foram expulsos da sala-cofre durante a apuração das eleições.
- Segundo o tribunal, dois fiscais do PL acompanharam o Teste de Integridade das Urnas e tiveram acesso à Sala de Totalização e à Sala dos Partidos Políticos, com registros e filmagens que comprovam a presença.
- Flávio afirmou que não reconhecia a vitória de Lula, eleito com 51,79% dos votos, e citou como justificativa a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que prorrogou o horário de votação até as 19h.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disse nesta segunda-feira (26) ser falsa afirmação do candidato à Presidência derrotado no segundo turno, Flávio Bolsonaro, de que fiscais de seu partido, o PL, foram expulsos da sala-cofre da Corte durante a apuração.
Flávio foi derrotado pelo presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por cerca de 4,4 milhões de votos.
“A sala-cofre do TSE não é um espaço aberto à visitação. Todas as demais unidades e áreas do Tribunal, como a Sala de Totalização, podem ser visitadas por fiscais de partidos, observadores internacionais, advogados e membros do Ministério Público, entre outros, que acompanham, de lá, desde o início, a totalização e a divulgação dos resultados do pleito”, esclareceu a Justiça Eleitoral.
O TSE confirmou que dois fiscais do PL estiveram no TSE, onde acompanharam o Teste de Integridade das Urnas, no subsolo do edifício-sede, em Brasília. Eles também estiveram na Sala de Totalização e na Sala dos Partidos Políticos, que fica no 5º andar do prédio.
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“Há registro de presença nos locais visitados, além de filmagem na Sala de Totalização, que comprovam o acesso livre dos fiscais às unidades do TSE”, diz a nota divulgada pelo tribunal nas primeiras horas desta segunda-feira (26).
Após o TSE ter cravado o resultado da eleição, dando vitória a Lula com 51,79% dos votos, Flávio Bolsonaro disse, em discurso, ser “impossível” para ele reconhecer a derrota. No mesmo discurso, ele acusou a Justiça Eleitoral de ter retirado os fiscais da sala-cofre.
A justificativa que o candidato deu para não reconhecer a vitória de Lula foi a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que perto do horário de encerramento da votação, às 17h, decidiu prorrogar a eleição até as 19h em todo o território nacional.
A medida atendeu a pedidos da coligação Brasil Pronto Pra Mais, de apoio a Lula, e da própria candidatura de Flávio, que também solicitou a prorrogação junto ao TSE.
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