UEFS busca parceria com Prefeitura de Feira de Santana para enfrentar abandono de animais no campus
Por Hamurabi Dias | 16/04/2026 16:17 e atualizado em 16/04/2026
Foto: Edvan Barbosa
Resumo da notícia
- A Universidade Estadual de Feira de Santana realizou reunião com a Prefeitura de Feira de Santana e órgãos de saúde para discutir soluções para o abandono de animais no campus.
- O encontro destacou a necessidade de parceria para controle de zoonoses, castrações e monitoramento, diante de uma população estimada de cerca de 200 animais entre cães e gatos.
- A universidade defende ações conjuntas com poder público e instituições, incluindo criação de fluxos de vigilância, campanhas de posse responsável e articulação com o Ministério Público para enfrentar o problema.
A Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) promoveu, na quarta-feira (15), uma reunião estratégica para discutir e definir medidas sobre a situação dos animais que circulam no campus.
Realizado na Sala dos Conselhos, no campus universitário, o encontro foi conduzido pelo chefe de gabinete da Reitoria, Magno Mambira, e pela pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação (PPPG), Silvone Santa Bárbara. A reunião focou na articulação entre a instituição e o poder público municipal para garantir o bem-estar animal e a segurança sanitária da comunidade acadêmica.
Participaram representantes da Secretaria Municipal de Saúde e da Unidade de Vigilância Zoonótica (UVZ) do município. A chefe da Divisão Epidemiológica, Verena Leal, contribuiu com o debate sobre protocolos de controle e monitoramento. Pela Universidade, o diálogo foi reforçado pelo prefeito do Campus, Ademir Moreira, e pelas médicas veterinárias Simone Ribeiro e Caira Hereda, que acompanham as demandas técnicas e clínicas do cotidiano universitário.
Com expertise na área de vigilância sanitária, a pró-reitora Silvone Santa Bárbara destacou a necessidade de uma atuação conjunta para o controle de zoonoses. “A UEFS reafirma seu compromisso com a saúde coletiva e busca formalizar fluxos de vigilância ativa em parceria com o município. Como o campus possui natureza de via pública, o manejo de animais é uma responsabilidade compartilhada que exige respostas coordenadas. Nosso objetivo é otimizar os investimentos institucionais e buscar soluções estruturantes junto ao Ministério Público e à Prefeitura”, afirmou.
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No mesmo sentido, Verena Leal reforçou a importância da formalização de processos para viabilizar a atuação efetiva do município. “A Secretaria Municipal de Saúde está à disposição para formalizar fluxos de notificação compulsória que permitam uma vigilância eficaz. É fundamental que as demandas cheguem formalmente à nossa Vigilância Epidemiológica para planejarmos as ações com base em indicadores reais, enfrentando esse desafio de saúde pública de forma conjunta”.
Presente na reunião, a reitora da UEFS, Amali Mussi, ressaltou que a universidade tem assumido responsabilidades que extrapolam sua missão acadêmica, gerando um impacto operacional insustentável. “Lidamos com essa questão sensível desde 2009, mas chegamos a um ponto onde o investimento destinado a essa demanda supera o orçamento de outras políticas institucionais prioritárias. A UEFS não pode ser vista como um depósito municipal de animais, precisamos de uma parceria efetiva com a Prefeitura, a Unidade de Vigilância Zoonótica e o Ministério Público. Nosso objetivo é garantir o controle de zoonoses e o bem-estar animal, permitindo que a universidade foque integralmente no ensino, pesquisa, extensão e assistência estudantil”, pontuou.
Complementando a análise, o prefeito do campus da UEFS, Ademir Moreira, destacou que a universidade atingiu o limite de sua capacidade operacional e financeira no manejo dos animais, reforçando a urgência de uma ação conjunta. “Lidamos com uma população estimada de 200 animais entre cães e gatos, número que cresceu de forma alarmante após a pandemia, tornando o cenário insustentável sem uma parceria efetiva com o município. Precisamos estabelecer fluxos claros com a Secretaria de Saúde para o controle de zoonoses e castrações, pois o campus não pode suprir sozinho uma demanda que é de saúde pública municipal. Nossa intenção é agir em conjunto com os órgãos competentes para evitar um colapso e combater o abandono irresponsável que sobrecarrega nossa estrutura acadêmica”, declarou.
Também estiveram presentes a coordenadora da Unidade de Infraestrutura e Serviços (Unifra), Nadja Ribeiro; a assessora-chefe de Comunicação, Daniele Britto; o coordenador de Controle Interno (CCI), Carlos Eduardo Cardoso; e a representante da Comissão de Atenção às Populações de Animais no Campus (Capac), Juciane Reis.
Durante a reunião, ficou acordado o estabelecimento de um canal oficial de comunicação via e-mail direto com a Vigilância Epidemiológica para agilizar o envio de fichas de notificação em casos de animais com casos suspeitos. Além do alinhamento técnico, a gestão da UEFS defendeu a criação de uma mesa de diálogo política envolvendo o Ministério Público, a OAB e a Sociedade Protetora de Animais para promover campanhas de posse responsável e combater o crime de abandono.
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