UEFS é homenageada em sessão solene na Assembleia Legislativa da Bahia pelos seus 50 anos
Por Hamurabi Dias | 17/04/2026 18:35 e atualizado em 17/04/2026
Foto: Danilo Cordeiro
Resumo da notícia
- Universidade Estadual de Feira de Santana foi homenageada na Assembleia Legislativa da Bahia pelos seus 50 anos, em sessão solene realizada em Salvador.
- Autoridades destacaram o papel da universidade na interiorização do ensino superior e no desenvolvimento social e científico da Bahia, ao lado da Universidade Federal da Bahia, que celebrou 80 anos.
- A reitora e parlamentares reforçaram a importância da educação pública, autonomia universitária e investimentos para garantir inclusão, ciência e avanço social no estado.
Em um momento marcado por memórias, resistência, transformação e defesa do ensino público, a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) foi homenageada pelos seus 50 anos de história. O ato foi realizado nesta quinta-feira (16), na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), em Salvador.
O evento, proposto pela deputada estadual Olívia Santana, também celebrou os 80 anos da Universidade Federal da Bahia (UFBA), transformando o plenário da Casa em um espaço de exaltação ao conhecimento. Em seu pronunciamento, a parlamentar destacou a trajetória da UEFS como pilar fundamental para o desenvolvimento científico e social do interior baiano.
“Celebrar a UEFS e a UFBA é celebrar a inteligência do povo baiano e a defesa da democracia. Estamos falando de instituições que são verdadeiras trincheiras em defesa do conhecimento, da ciência e da democracia. A UEFS, ao longo desses 50 anos, fez algo revolucionário: ela interiorizou o sonho do ensino superior. Ela permitiu que o filho do trabalhador rural, o jovem do sertão, pudesse se tornar doutor sem precisar abandonar suas raízes. Isso é soberania. Isso é justiça social. Desejo que estes 50 anos da Uefs e 80 anos da Ufba sejam o combustível para continuarmos lutando por uma Bahia mais justa, educada e soberana”, ressaltou Olívia Santana.
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Ao ocupar a tribuna, a reitora da UEFS, Amali Mussi, visivelmente emocionada com a presença da comunidade acadêmica, reforçou o papel social da instituição. “Falar dos 50 anos da UEFS nesta Casa é falar de uma trajetória de resistência e de afirmação. A nossa universidade nasceu de um sonho de desenvolvimento para o interior, mas se tornou a casa do povo do semiárido, provando que o investimento no ensino público é o que transforma a realidade de um estado. Contudo, celebrar o jubileu de ouro exige responsabilidade com o futuro, valorização profissional e a garantia da autonomia universitária, que é a condição básica para a ciência florescer livre. Seguiremos firmes no compromisso de ser uma instituição inclusiva, diversa e de excelência”, afirmou.
Representando a bancada baiana na Câmara Federal, a deputada Lídice da Mata salientou a relevância estratégica das instituições para o desenvolvimento regional, reforçando que o investimento na educação é o único caminho para a soberania do estado. “Estar nesta Casa hoje é um ato de reafirmação. Celebramos a Ufba como condutora do pensamento crítico e a UEFS como uma das maiores vitórias da interiorização do saber. Não há desenvolvimento possível que não passe pela universidade pública. Celebrar essas datas é dizer que não aceitaremos nenhum passo atrás, contem com nosso mandato para defender o orçamento e a autonomia das nossas instituições”, declarou.
O evento reuniu gestores da universidade, com destaque para a presença da vice-reitora Rita Brêda, além de diversas autoridades políticas, representações estudantis e sindicais da educação. A programação contou ainda com a apresentação artística do grupo Anarcas e a participação da estudante da UEFS, Taline Silva Leandro, que emocionou o público ao declamar o poema “Dor não contada, culpa mascarada”, obra que traz um forte manifesto contra a violência à mulher.
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