Um em cada 10 habitantes da Bahia vive em áreas de unidades de conservação
Por Hamurabi Dias | 16/07/2025 18:48 e atualizado em 16/07/2025
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Resumo da notícia
- Em 2022, a Bahia tinha 1,35 milhão de pessoas vivendo em Unidades de Conservação (UCs), o terceiro maior número do Brasil, representando 9,6% da população do estado — acima da média nacional de 5,8%.
- A esmagadora maioria dos moradores em UCs na Bahia (99,2%) vive em unidades de uso sustentável, especialmente em Áreas de Proteção Ambiental (APAs), com destaque para APA Joanes–Ipitanga, Lago de Sobradinho e Baía de Todos os Santos.
- Em 123 municípios baianos havia moradores em UCs, com Salvador liderando em número absoluto (177.380 pessoas). Três cidades — Itaparica, Madre de Deus e Vera Cruz — tinham 100% da população vivendo em UCs.
Estado com a quarta maior população do Brasil, a Bahia tinha, em 2022, o terceiro maior número de pessoas residindo em áreas de Unidades de Conservação (UCs) no país: 1.354.144 moradores. Este contingente ficava atrás somente dos totais observados em São Paulo (2.483.199 pessoas) e no Maranhão (1.555.668).
A Bahia concentrava 11,5% das 11.809.398 pessoas que viviam em Unidades de Conservação no Brasil, de acordo com o Censo 2022.
As pessoas que moravam em UCs na Bahia representavam 1 em cada 10 habitantes do estado (9,6%), também a terceira maior proporção entre as unidades da Federação, atrás somente de Distrito Federal (39,2%) e Maranhão (23,0%), e bem acima do percentual nacional, que era 5,8%.
As Unidades de Conservação são espaços territoriais com características naturais relevantes, legalmente instituídos pelo poder público, com objetivos de conservação, sob regime especial de administração, aos quais se aplicam garantias adequadas de proteção dos seus recursos ambientais.
O Brasil possui 2.365 unidades, e destas, 206 (8,7%) estão, totalmente ou parcialmente, localizadas no território baiano.
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Há duas categorias de Unidades de Conservação: as de proteção integral e as de uso sustentável. O primeiro tipo tem o objetivo de preservar a natureza, sendo admitido apenas o uso indireto dos seus recursos naturais, com exceção dos casos previstos em lei. Neste grupo estão as estações ecológicas, reservas biológicas, parques, monumentos naturais e refúgios da vida silvestre.
Já o segundo grupo tem como objetivo básico compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela dos seus recursos naturais. Estão inclusas nessa classificação as áreas de proteção ambiental, áreas de relevante interesse ecológico, florestas, reservas extrativistas, reservas de fauna, reservas de desenvolvimento sustentável e reservas particulares do patrimônio natural.
Na Bahia, quase a totalidade dos moradores em UCs vivem em unidades de uso sustentável: 1.343.857 pessoas ou 99,2%. E praticamente todas essas pessoas (1.336.259 ou 99,4%) vivem nas chamadas Áreas de Proteção Ambiental (APA).
Em 123 dos 417 municípios baianos, existiam pessoas morando em Unidades de Conservação, em 2022. Em termos absolutos, Salvador liderava esse ranking, com 177.380 pessoas (7ª maior população em UCs, dentre os municípios brasileiros), seguida por Luís Eduardo Magalhães (92.773) e Camaçari (70.809).

Em três municípios baianos, 100% da população residia em áreas de UCs: Itaparica, Madre de Deus e Vera Cruz. E em 30 cidades baianas, mais da metade (50%) dos moradores viviam nessas unidades.
No Brasil como um todo, Brasília/DF era o município com o maior número de moradores em Unidades de Conservação (1.103.325), seguido por Jundiaí/SP (440.602) e Rio de Janeiro/RJ (434.905).
Segundo o Censo 2022, havia moradores em 76 das 206 Unidades de Conservação baianas (36,9% do total). A APA Joanes – Ipitanga, cuja área se estende por Salvador e municípios da região metropolitana da capital, é a mais populosa do estado e a 12ª maior do Brasil, com 227.190 moradores. Na sequência, estavam a APA Lago de Sobradinho, no norte do estado (165.156 moradores), e a APA Baía de Todos os Santos (160.052 moradores), que abrange Salvador, Região Metropolitana e o Recôncavo Baiano.
A APA do Planalto Central, cuja área se localiza no Distrito Federal e em municípios de Goiás, é a Unidade de Conservação mais populosa do país, com 601.773 pessoas.
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