Vacinação é fundamental para prevenir casos graves de varicela
Por Yasmin Mota | 04/05/2026 09:48 e atualizado em 04/05/2026
Foto: Renata Leite
Resumo da notícia
- A Feira de Santana registrou 21 casos confirmados de Varicela entre janeiro e abril, com monitoramento contínuo e ações de bloqueio vacinal para conter surtos.
- A doença é altamente contagiosa, transmitida por gotículas respiratórias, com sintomas como febre, coceira e bolhas na pele; isolamento é recomendado até cicatrização das lesões.
- A vacinação segue como principal forma de prevenção, disponível na rede municipal, com duas doses indicadas na infância para reduzir casos graves.
A vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenir a varicela (catapora) e evitar casos graves da doença, especialmente entre crianças. Em Feira de Santana, a Vigilância de Controle Epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde tem reforçado a importância da imunização enquanto monitora, de forma contínua, os casos registrados no município.
De janeiro a abril deste ano, foram notificados 32 casos suspeitos da doença, dos quais 21 foram confirmados. No mesmo período de 2025, o município registrou 25 casos confirmados. Ao longo de todo o ano passado foram contabilizadas 64 ocorrências de varicela.
De acordo com a referência técnica do agravo, Ludmila Lopes, episódios localizados — como surtos em escolas — são esperados em função do contato próximo entre crianças e adolescentes, mas têm sido rapidamente identificados e controlados pelas equipes de saúde.
“A Vigilância Epidemiológica vem atuando desde fevereiro com medidas de bloqueio vacinal, intensificação da vacinação e monitoramento dos casos para evitar a disseminação”, explica. Além disso, também realiza ações educativas junto às equipes de saúde da Atenção Básica, com foco na identificação precoce, investigação e manejo adequado dos pacientes.
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TRANSMISSÃO
A varicela é uma doença viral altamente contagiosa, que pode atingir pessoas de qualquer idade não vacinadas ou que nunca tiveram a doença. Os principais sintomas incluem febre, coceira intensa e lesões na pele, que evoluem para pequenas bolhas. Em casos mais graves, podem ocorrer complicações como infecções secundárias e outros quadros severos.
A transmissão ocorre principalmente por meio de gotículas respiratórias, como em espirros, tosse ou contato próximo, o que aumenta o risco em ambientes coletivos. O período de incubação varia entre 10 e 21 dias — fase em que a pessoa já pode transmitir o vírus mesmo antes do aparecimento dos sintomas.
A enfermeira destaca que a recomendação é que pessoas infectadas permaneçam em isolamento até que todas as lesões estejam cicatrizadas. “O paciente não deve frequentar escola ou trabalho enquanto estiver com lesões ativas. O retorno só é seguro quando todas já estiverem em forma de crosta”, orienta Ludmila Lopes.
IMUNIZAÇÃO
A referência técnica da Vigilância Epidemiológica reforça o papel fundamental da vacina na proteção coletiva. O imunizante está disponível nas 103 salas de imunização da rede municipal de saúde. O calendário de rotina recomenda duas doses: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses de idade.
Mesmo não impedindo totalmente a infecção, o imunizante reduz significativamente o risco de formas graves da doença. “A gente orienta que pais e responsáveis procurem as unidades de saúde para atualizar a caderneta de vacinação. Essa é a forma mais eficaz de proteger as crianças”, destaca.
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