Após três meses de crescimento, volume de serviços na Bahia cai em março de 2026
Por Hamurabi Dias | 17/05/2026 10:56 e atualizado em 17/05/2026
Foto: Luzia Luna/Ascom/SEI
Resumo da notícia
- O volume de serviços na Bahia caiu 1,6% em março de 2026, interrompendo uma sequência de três meses seguidos de crescimento, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
- Na comparação com março de 2025, o setor também registrou queda de 2,9%, ficando abaixo do desempenho nacional, que teve alta de 3,0%.
- No acumulado de 12 meses, os serviços baianos apresentam retração de 1,8%, mantendo um dos piores resultados do país.
O volume de serviços prestados na Bahia caiu (-1,6%) na passagem de fevereiro para março, na série com ajuste sazonal (que desconsidera eventos recorrentes como Natal, Páscoa etc.). Foi o primeiro recuo nessa comparação com o mês imediatamente anterior, depois de três avanços consecutivos (desde dezembro de 2025), e o pior resultado para março, no estado, desde os -10,5% registrados em 2020, primeiro ano da pandemia de COVID-19.
Nesse confronto, o resultado dos serviços na Bahia ficou abaixo do verificado no Brasil, onde houve queda de -1,2%. Foi também o décimo nono índice, num contexto em que 13 dos 27 estados tiveram quedas. Os melhores resultados foram registrados em Distrito Federal (10,3%), Amapá (9,3%) e Santa Catarina (2,7%). Mato Grosso do Sul (-6%), Mato Grosso (-5,2%) e Pernambuco (-3,9%) tiveram as maiores retrações. As informações são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE.
Na comparação com março de 2025, o setor de serviços baiano também apresentou queda no volume prestado (-2,9%), após a alta de fevereiro (que havia sido de 1,8%). Foi o pior março para os serviços baianos desde o início da pandemia, em 2020, quando o índice tinha ficado em -11,6%.
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O resultado da Bahia ficou bem aquém do nacional (houve alta de 3,0% no Brasil) e foi o 22º entre as 27 unidades da Federação, 12 das quais apresentaram recuos. Distrito Federal (16,2%), Roraima (9,6%) e Amapá (8,2%) tiveram as maiores altas; Acre (-11,2%), Tocantins (-10,3%) e Alagoas (-4,2%), as quedas mais intensas.
Com os resultados de março, o volume de serviços prestados na Bahia voltou a apresentar variação negativa (-0,4%) no acumulado no ano de 2026. É apenas o décimo oitavo desempenho entre os estados e fica bem abaixo do nacional (2,3%).
Nos 12 meses encerrados em março, os serviços baianos sustentaram retração (-1,8%) pelo oitavo mês consecutivo (caem desde agosto de 2025). Esse acumulado também está menor do que o nacional (2,8% no Brasil) e se manteve como o terceiro pior desempenho (ou vigésimo quinto) entre os estados, acima apenas dos registrados em Amazonas (-2,5%) e Acre (-1,9%). Só 6 das 27 unidades da Federação têm resultados negativos no acumulado em 12 meses.
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