Avião cai, bate em prédio e deixa dois mortos em Belo Horizonte, Minas Gerais
Por Hamurabi Dias | 04/05/2026 18:41 e atualizado em 04/05/2026
Foto: TV Globo
Resumo da notícia
- Um avião monomotor caiu e atingiu um prédio residencial em Belo Horizonte, deixando dois mortos e três feridos em estado grave.
- A aeronave decolou do Aeroporto da Pampulha, apresentou problemas na decolagem e colidiu na caixa de escada do edifício; moradores não foram atingidos e foram evacuados.
- O caso é apurado pela Força Aérea Brasileira, por meio do CENIPA, e pela Polícia Civil de Minas Gerais, que buscam esclarecer as causas da queda.
Um avião monomotor, de pequeno porte, caiu e bateu em prédio residencial na Rua Ilacir Pereira Lima, no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte. A aeronave decolou do Aeroporto da Pampulha, também na capital mineira, às 12h16.
Informações do Corpo de Bombeiros dizem que cinco ocupantes estavam na aeronave no momento do acidente, sendo que o piloto e um passageiro morreram; outras três pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas em estado grave ao Hospital João XXIII.
Ninguém que estava no prédio foi atingido. Todos os moradores foram retirados do edifício pelo Corpo de Bombeiros pouco antes das 14h.
“Ela [aeronave] bateu entre o terceiro e o quarto andar, na caixa de escada. Se tivesse batido nas laterais, poderia ter atingido alguma residência, esses apartamentos estavam ocupados, segundo informações. O que visualizamos foi a estrutura dessa aeronave projetada dentro da caixa da escada, sem atingir outros apartamentos”, disse o tenente Raul, do Corpo de Bombeiros.
O acidente aconteceu em uma rua paralela à Avenida Cristiano Machado, uma das principais vias da capital mineira.
Três viaturas da corporação foram empenhadas e chegaram ao local por volta de 12h25. Ambulâncias do Samu e a Defesa Civil da capital mineira também estão no local.
Segundo informações de familiares dos ocupantes da aeronave, eles decolaram de Teófilo Otoni e fizeram uma parada na capital mineira, de onde seguiriam para o aeroporto Campo de Marte, na Zona Norte de São Paulo.
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A aeronave
A aeronave caiu no estacionamento do prédio. O piloto reportou à torre de controle do Aeroporto da Pampulha que estava com dificuldades na decolagem.
De acordo com o registro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião é um modelo EMB-721C, fabricado em 1979.
A aeronave tem capacidade para até cinco passageiros, além do piloto, e tem peso máximo de decolagem de 1.633 quilos.
A aeronave não tinha operação autorizada para táxi aéreo, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Ou seja, não pode ser usada para transporte comercial de passageiros ou cargas mediante pagamento, como fazem empresas de táxi aéreo. Modelo é conhecido como “sertanejo”.
Investigação da Fab e da Polícia Civil
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) foram acionados para apurar as causas do acidente.
Equipes do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III) estão no local para coletar dados, preservar elementos e levantar informações que possam ajudar na investigação.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) também investiga as circunstâncias da queda do avião, registrada na tarde desta segunda-feira (4).
Segundo informações preliminares, cinco pessoas estavam a bordo do monomotor no momento do acidente. A perícia e o rabecão foram acionados, e os corpos do piloto e do outro passageiro que morreu serão encaminhados ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette para exames.
‘Acabou o mundo’, diz moradora de prédio
Avani Soares, moradora do prédio atingido pela aeronave, disse que pensou que “acabou o mundo”.
“Escurece tudo, cai um monte de estilhaço e eu penso ‘acabou o mundo’. No outro andar tinha gente gritando socorro. Eu não sabia o que fazer”, relatou.
Todos os moradores já haviam sido retiradas do prédio pouco antes de 14h.
“Aí eu corro para a janela, diminui a escuridão, porque tinha escurecido tudo. Aí eu vi e falei: ‘Não é possível, um avião’. Tinha uma catinga de combustível. Só peguei o celular e os óculos, e desci, não peguei mais nada”, continuou a moradora, narrando o que viu depois do choque da aeronave com o prédio.
Com informações do g1.
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