Brasil emite alerta sanitário e busca importar antídoto contra intoxicação por metanol
Por Yasmin Mota | 03/10/2025 11:15 e atualizado em 03/10/2025
Foto: Yves Meur/Flickr
Resumo da notícia
- Com o aumento dos casos de intoxicação por metanol, a Anvisa tenta viabilizar a importação do fomepizol, antídoto não comercializado no Brasil.
- Autoridades reguladoras de países como EUA, Japão e União Europeia foram acionadas, e um edital foi aberto para localizar estoques do medicamento.
- Três laboratórios nacionais foram mobilizados para investigar bebidas suspeitas, enquanto estados intensificam ações de fiscalização sanitária.
Após o crescimento de casos de intoxicação por metanol, um alerta sanitário foi emitido no Brasil, com preocupações para fornecer acesso ao fomepizol, medicamento usado como antídoto nesses envenenamentos em hospitais. O medicamento não é comercializado no país, mas agora, com a urgência, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acionou autoridades reguladoras de diferentes países para viabilizar a importação.
Foram contatadas a FDA (Estados Unidos), a EMA (União Europeia) e as agências de Canadá, Reino Unido, Japão, China, Argentina, México, Suíça e Austrália. Com o objetivo de acelerar os trâmites para trazer o produto ao país e ampliar as opções de tratamento em hospitais.
O remédio fomepizol, é um tratamento de referência contra o metanol, porque age bloqueando a transformação da substância em metabólitos tóxicos, responsáveis por danos graves ao sistema nervoso e ao fígado.
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Com a ausência desse medicamento, os serviços de saúde precisam recorrer a alternativas, como o uso controlado de etanol grau farmacêutico, que pode retardar o efeito do veneno, mas não é tão seguro nem eficaz.
Para garantir um fornecimento mais rápido, a Agência publicou um edital de chamamento internacional em busca de fabricantes e distribuidores com estoque disponível, após pedido de urgência do Ministério da Saúde.
Além da corrida pelo remédio, três laboratórios, o Lacen/DF, Laboratório Municipal de São Paulo e o INCQS/Fiocruz, foram acionados para analisar amostras suspeitas de bebidas adulteradas. As fiscalizações em campo já começaram em diferentes estados, em parceria com as vigilâncias sanitárias locais.
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