Bruno Henrique, do Flamengo, vira réu por fraudar resultado de jogo
Por Hamurabi Dias | 27/07/2025 09:40 e atualizado em 27/07/2025
Foto: Alexandre Vidal/Flamengo/Direitos Reservados
Resumo da notícia
- A Justiça do Distrito Federal aceitou parcialmente a denúncia do Ministério Público e tornou o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, réu por suposta fraude em resultado esportivo relacionada à manipulação de apostas online.
- O jogador é acusado de forçar um cartão amarelo em jogo contra o Santos, em 2023, para favorecer apostas feitas por parentes. A denúncia por estelionato foi rejeitada, assim como o pedido de fiança de R$ 2 milhões.
- Bruno Henrique foi alvo de operação da PF e do MP, com cumprimento de mandados. O STJ negou o pedido da defesa para anular a investigação, que seguirá na Justiça do DF.
A Justiça do Distrito Federal decidiu na última sexta-feira (25) tornar réu o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, pela acusação de fraudar o resultado de competição esportiva.
A decisão foi proferida pelo juiz Fernando Brandini Barbagalo, da 7ª Vara Criminal de Brasília. O magistrado aceitou parcialmente a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra o atleta pelo suposto envolvimento em esquema de manipulação de apostas na internet (bets).
Apesar de tornar o atacante réu, o juiz rejeitou a parte da denúncia que acusava Bruno Henrique de estelionato e o pedido dos promotores para que o jogador fosse obrigado a pagar R$ 2 milhões de fiança.
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O jogador foi investigado por ter forçado um cartão amarelo no jogo contra o Santos, no Campeonato Brasileiro de 2023, em Brasília, para beneficiar parentes dele que faziam apostas. Além do atleta, amigos e familiares também foram investigados.
No ano passado, Bruno foi alvo de uma operação realizada pela Polícia Federal (PF) em conjunto com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e o MPDFT. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão.
A Agência Brasil busca contato com a defesa de Bruno Henrique. O espaço está aberto para manifestação.
Nesta semana, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido dos advogados do jogador para anular a investigação. A defesa alegou que o caso deveria ser conduzido pela Justiça Federal, e não pela Justiça do Distrito Federal.
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