Centro de Cultura Amélio Amorim recebe projeto voltado para jovens negros e LGBTQIAPN+
Por Hamurabi Dias | 20/07/2026 17:03 e atualizado em 20/07/2026
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- O Centro de Cultura Amélio Amorim receberá, a partir de agosto, o projeto "Re(existir) na arte: corpo, arte e identidade", voltado à saúde mental e ao fortalecimento identitário de jovens e adultos, com prioridade para pessoas negras e LGBTQIAPN+.
- Os encontros ocorrerão até outubro, utilizando Gestalt-terapia, arteterapia e Teatro do Oprimido, com culminância em uma mostra artística coletiva em dezembro.
- O projeto é destinado a pessoas de 18 a 35 anos, tem valor social de R$ 30 por sessão ou R$ 120 por mês e oferece duas bolsas integrais para participantes sem condições de arcar com os custos.
A partir de agosto, Feira de Santana recebe o projeto “Re(existir) na arte: corpo, arte e identidade”, uma iniciativa de intervenção psicossocial e artística focada na saúde mental e no fortalecimento identitário de grupos minorizados.
O projeto, voltado para jovens e adultos de 18 a 35 anos — com centralidade em pessoas negras e na comunidade LGBTQIAPN+ —, acontecerá semanalmente até outubro no Centro de Cultura Amélio Amorim, com possibilidade de expansão para outros espaços da cidade.
Idealizado e facilitado pela psicóloga, artista e arte-educadora feirense Milena Calmon, o projeto une ferramentas clínicas e artísticas para promover um espaço de acolhimento e transformação social.
Os encontros têm valor social de R$ 30 por sessão ou R$ 120 mensais, e a iniciativa disponibiliza duas bolsas integrais para garantir a acessibilidade de quem não pode arcar com os custos.
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Laboratório imersivo e metodologias integradas
As atividades serão desenvolvidas em formato de laboratório imersivo. A proposta pedagógica e terapêutica inova ao cruzar três pilares fundamentais:
Gestalt-terapia: ferramentas clínicas para o autoconhecimento e suporte emocional
Arteterapia: dispositivos plásticos e visuais para a livre expressão de sentimentos
Teatro do Oprimido: metodologia de Augusto Boal focada no engajamento social
Ao final do ciclo, em dezembro, o projeto culminará em uma mostra expressiva construída coletivamente e individualmente pelos participantes. O objetivo é ressignificar processos cotidianos de dor, silenciamento e opressão em potência de orgulho, autonomia e resistência.
Território de afirmação e resistência
A iniciativa nasce da urgência de criar espaços seguros de escuta e imaginação para populações historicamente vulnerabilizadas na região.
“Acredito na arte como uma poderosa ferramenta de transformação social, capaz de criar encontros, fortalecer identidades e ampliar horizontes. Meu compromisso junto a essas populações é reconhecer a arte como um território de afirmação, resistência e construção de novas narrativas, abrindo caminhos para uma sociedade mais justa, sensível e plural”, afirma a idealizadora do projeto, Milena Calmon.
Sobre a idealizadora
Milena Calmon (nascida em Feira de Santana, 1997) é psicóloga formada pela Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Técnica em teatro, arte-educadora e fazedora de cultura.
Iniciou sua trajetória em 2017 no Cuca / Uefs. Desde 2021, integra o grupo de Teatro Negro ‘Ser’tão Preto e, desde 2024, atua como oficineira de teatro no projeto Educa+ Bahia, consolidando sua atuação na intersecção entre Psicologia, Educação e artes cênicas.
SERVIÇO
O quê: Projeto Re(existir) na arte: corpo, arte e identidade
Período: De agosto a dezembro (sessões semanais)
Onde: Centro de Cultura Amélio Amorim (Feira de Santana)
Público-alvo: Jovens e adultos de 18 a 35 anos (prioridade para negros e LGBTQIAPN+)
Investimento: R$ 30 por sessão ou R$ 120 mensais (Disponibilidade de 2 bolsas integrais)
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