Órgão estadual pede ampliação da interdição de clínica após pacientes perderem visão em mutirão em Salvador
Por Yasmin Mota | 21/05/2026 11:30 e atualizado em 21/05/2026
Foto: Reprodução/TV Bahia
Resumo da notícia
- O Conselho Estadual de Saúde da Bahia pediu a manutenção da interdição da Clínica Clivan, em Salvador, até a conclusão das investigações sobre complicações em cirurgias de catarata realizadas na unidade.
- A Justiça já determinou o afastamento de três médicos investigados, enquanto a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão para recolher documentos e equipamentos ligados ao caso.
- Segundo a investigação, 33 dos 138 idosos atendidos no mutirão apresentaram complicações, e pelo menos 13 perderam parcial ou totalmente a visão. O CES-BA também defendeu assistência médica e apoio contínuo às vítimas e familiares.
O Conselho Estadual de Saúde da Bahia (CES-BA) anunciou nesta quinta-feira (21) que pediu que a Clínica Clivan, em Salvador, permaneça interditada até a conclusão das investigações sobre pacientes que tiveram complicações graves após cirurgias de catarata realizadas na unidade. O fechamento da clínica está previsto até 1º de junho de 2026, mas o órgão defende a manutenção da medida até o encerramento da apuração.
Rigor nas investigações
Segundo o CES-BA, a continuidade da interdição é necessária para garantir que todas as etapas de investigação, fiscalização e acompanhamento dos casos sejam realizadas de forma adequada. O conselho informou ainda que acompanha os procedimentos conduzidos pelo Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) e pelos demais órgãos responsáveis.
Nesta quarta-feira (20), a Justiça determinou o afastamento de três médicos investigados por supostas irregularidades no mutirão oftalmológico realizado na clínica. A decisão foi divulgada pela Polícia Civil, que também cumpriu mandados de busca e apreensão na unidade para recolher documentos, registros médicos e equipamentos eletrônicos usados nas investigações.
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Pacientes afetados
De acordo com a Polícia Civil, 33 dos 138 idosos atendidos no mutirão apresentaram problemas de saúde após os procedimentos. Entre eles, pelo menos 13 perderam parcial ou totalmente a visão. A investigação também apura possíveis crimes relacionados à exposição da saúde e da vida dos pacientes a risco.
Além de cobrar responsabilização dos envolvidos, o CES-BA defendeu assistência contínua às vítimas e familiares. O órgão pediu acompanhamento médico, acolhimento e suporte humanizado aos pacientes afetados pelas complicações registradas após as cirurgias realizadas na Clivan.
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