Feira de Santana está entre piores cidades, fora capitais, em ranking de progresso social; avaliação é feita em 170 países
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Feira de Santana está entre piores cidades, fora capitais, em ranking de progresso social; avaliação é feita em 170 países

Feira de Santana está entre piores cidades, fora capitais, em ranking de progresso social; avaliação é feita em 170 países Foto: Divulgação

Resumo da notícia

  • Feira de Santana ficou entre as dez piores grandes cidades do país, fora das capitais, no Índice de Progresso Social (IPS) 2026, com nota 60,70.
  • O levantamento avalia qualidade de vida, acesso a serviços públicos, segurança, educação, saúde, meio ambiente e oportunidades sociais em todos os municípios brasileiros.
  • No ranking nacional, Feira ficou na posição 2.714 entre 5.570 cidades e, na Bahia, ocupou o 48º lugar entre os 417 municípios.

O município de Feira de Santana, segundo maior da Bahia, está entre os dez piores entre os municípios com mais de 500 mil habitantes, excetuando as capitais, no Índice de Progresso Social (IPS) 2026 [saiba o que é o índice e a metodologia utilizada abaixo]. Na edição de 2026, a cidade atingiu o índice de 60,70, em uma escala até 100. A título de comparação, Salvador, capital do estado, registou 62,18, a Bahia 58,72 e o Brasil 63,40.

O IPS abrange todos os 5.570 municípios brasileiros dos 26 estados, além do Distrito Federal e a ferramenta é atualizada anualmente, desde 2024, para que seja possível comparar o desempenho socioambiental dos municípios ao longo do tempo. Em uma comparação nacional, no IPS 2026, Feira de Santana ficou na posição 2.714 de 5.570 e na Bahia, o município ficou na posição 48 entre as 417 cidades baianas.

Na série histórica, em 2025, o índice atingido por Feira de Santana foi de 59,70 (2.365ª/5.570 no país) e 46ª entre as 417 cidades na Bahia. Nesta edição, a cidade também figurou entre as 10 piores com mais de 500 mil habitantes, excetuando as capitais. Na primeira edição do estudo, em 2024, o índice foi de 59,02. De acordo com o relatório, os dados usados no IPS Brasil 2026 referem-se até ao ano de 2025. Os indicadores usados são os mais recentes divulgados nos canais oficiais até 20/2/2026. As referências de todos indicadores podem ser encontrados no link.

O Progresso Social é definido como a capacidade da sociedade de atender às necessidades humanas básicas, garantir qualidade de vida e ampliar oportunidades para que todos os indivíduos possam atingir seu potencial. Para calcular o índice, o IPS leva em consideração 57 indicadores sociais ou ambientais, com foco em resultados, uso de dados públicos confiáveis, atualizados e com ampla cobertura territorial. “Ou seja, o IPS mede resultados e não volume de investimentos, ou riquezas, nos interessa saber se os serviços públicos estão, de fato”, sendo entregues aos cidadãos”, afirma Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil.

A reportagem do T Notícias solicitou a Prefeitura de Feira de Santana esclarecimentos sobre o índice, mas até a conclusão da reportagem não obteve resposta.

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Quem faz e o que o é o IPS?

O ranking é divulgado pelo instituto Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, uma instituição científica brasileira e amazônida sem fins lucrativos, que tem como missão promover a conservação e o desenvolvimento sustentável na Amazônia), em parceria com outras organizações, como Instituto de Progresso Social Brasil, Social Progress Imperative, Amazônia 2030, Fundação Avina e Centro de Empreendedorismo da Amazônia.

Por trás dos números divulgados no relatório está o Índice de Progresso Social (IPS), uma metodologia que se propõe a medir a qualidade de vida de uma forma diferente do PIB e do IDH.

A ideia central do índice é simples: desenvolvimento econômico, sozinho, não significa desenvolvimento social. Um município pode ter um PIB alto e, ainda assim, oferecer pouca qualidade de vida aos seus moradores — e o contrário também acontece.

– O que o índice mede (e o que ele não mede)

O IPS não conta a quantidade de escolas, hospitais ou postos de saúde de um município. Ele olha para o resultado: se quem entrou na escola saiu com uma boa formação, se quem precisou de atendimento médico foi bem atendido, se as casas têm saneamento, se as ruas são seguras, se há oportunidades de trabalho e estudo.

Para isso, o índice cruza 57 indicadores sociais e ambientais, todos retirados de bases públicas como DataSUS, IBGE, Inep, MapBiomas, Anatel, Cadastro Único e Conselho Nacional de Justiça.

Os dados precisam ser recentes (no máximo cinco anos) e estar disponíveis para todos — ou quase todos — os 5.570 municípios brasileiros.

Os indicadores são agrupados em três grandes dimensões, que respondem a três perguntas diferentes sobre a vida em cada cidade:

• Necessidades Humanas Básicas: pergunta se as pessoas têm o mínimo para sobreviver. Reúne indicadores de nutrição e cuidados médicos básicos, água e saneamento, moradia e segurança pessoal — como cobertura vacinal, mortalidade infantil, esgotamento sanitário, qualidade dos domicílios e taxas de homicídio.

• Fundamentos do Bem-Estar: mede se existem condições para as pessoas viverem mais e melhor. Entram aí o acesso ao conhecimento básico (Ideb, abandono e evasão escolar), à informação e comunicação (cobertura de internet e telefonia), à saúde e bem-estar (expectativa de vida, obesidade, suicídios, doenças crônicas) e à qualidade do meio ambiente (áreas verdes, emissões de CO2, desmatamento, focos de calor).

• Oportunidades: avalia se as pessoas conseguem prosperar e exercer seus direitos. É a dimensão que mais sofre no Brasil. Reúne indicadores de direitos individuais (acesso à Justiça e a programas de direitos humanos), liberdades individuais e de escolha (acesso à cultura e ao esporte, gravidez na adolescência), inclusão social (paridade de gênero e raça nas câmaras, violência contra mulheres, indígenas e negros) e acesso à educação superior.

– Como a nota é calculada

Cada indicador passa por um processo estatístico que padroniza os dados — afinal, é preciso comparar taxas, percentuais, índices e valores absolutos vindos de fontes muito diferentes.

Depois, os indicadores são combinados dentro de cada um dos 12 componentes, que por sua vez formam a média de cada uma das três dimensões. A nota final do município é a média das três dimensões. A pontuação varia de 0 a 100.

Para deixar a comparação mais justa, o índice ainda agrupa os municípios em conjuntos de 50 cidades com PIB per capita parecido, espalhadas por todo o país. Isso permite avaliar se um município está indo bem, mal ou na média em relação a outros com o mesmo nível de riqueza.

– Por que o índice é refeito todo ano

O IPS Brasil é publicado anualmente desde 2024 e usa a mesma metodologia internacional aplicada pela organização Social Progress Imperative, que calcula o índice para 170 países desde 2014.

Iniciativas parecidas existem em escala subnacional na União Europeia, no México, na Índia, nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Os dados de todos os municípios estão disponíveis no site, onde é possível comparar cidades, ver o desempenho em cada um dos 12 componentes e analisar a evolução ao longo dos anos.

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