Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é preso pela Polícia Federal
Por Yasmin Mota | 04/03/2026 08:45 e atualizado em 06/03/2026
Foto: Fábio Vieira/Estadão
Resumo da notícia
- A Polícia Federal prendeu novamente o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras.
- Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, 15 de busca e apreensão e determinado o bloqueio de até R$ 22 bilhões em bens. Dois servidores do Banco Central foram afastados.
- Além de fraude, a PF apura ameaça, invasão de dispositivos, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça, após a descoberta de mensagens com ordens para coação de testemunhas.
A Polícia Federal prendeu novamente, nesta quarta (4), o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master. A prisão ocorreu no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga a suspeita de um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a instituição bancária.
Vorcaro foi preso em São Paulo junto do cumprimento de outros três mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão no próprio estado e em Minas Gerais.
O cunhado dele, o empresário e pastor Fabiano Zettel, também é procurado pela Polícia Federal. A defesa dele informou que ele se entregará às autoridades ao longo do dia.
Ainda em meio à operação, dois servidores de carreira do Banco Central foram afastados das funções públicas.
A Polícia Federal afirmou, ainda, que foram determinadas ordens de sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões, com o “objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas”.
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Além da fraude financeira, a Polícia Federal ressaltou que são investigados outros crimes como ameaça e invasão de dispositivos de informática. Já faziam parte da apuração as tipificações de corrupção e lavagem de dinheiro.
Isso, porque, a investigação descobriu a existência de um grupo de mensagens em que Vorcaro dava ordens para ameaça e coação de testemunhas e obstrução de Justiça. Para isso, ele utilizava telefones celulares que não foram entregues aos policiais nas fases anteriores da operação.
Também se descobriu que um ex-diretor do Banco Central estava no grupo e que, em princípio, um policial civil seria o responsável por realizar as ofensivas contra testemunhas. Segundo fontes a par da investigação, ele é um dos presos nesta manhã, junto de uma pessoa que seria responsável pelo monitoramento de testemunhas e de jornalistas alvos de Vorcaro.
Os mandados foram autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das ações penais envolvendo o Banco Master na Corte.
Até o momento a defesa de Vorcaro não se manifestou.
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