Defesa do senador Jaques Wagner pede ao STF anulação de buscas da Polícia Federal
Por Hamurabi Dias | 23/06/2026 19:08 e atualizado em 23/06/2026
Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Resumo da notícia
- A defesa do senador Jaques Wagner pediu ao Supremo Tribunal Federal a anulação da busca e apreensão realizada pela Polícia Federal durante a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes ligadas ao Banco Master.
- Os advogados afirmam que o parlamentar nunca atuou para beneficiar o banco e destacam que uma emenda apresentada por ele ao Congresso tinha como objetivo limitar juros e ampliar a proteção aos consumidores.
- Sobre o dinheiro em espécie apreendido, a defesa sustenta que os valores têm origem lícita, provenientes de diárias oficiais do Senado e operações bancárias registradas. O pedido será analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF.
A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) pediu nesta segunda-feira (22) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a anulação da busca e apreensão cumprida pela Polícia Federal (PF) contra o parlamentar.
Na semana passada, o senador foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura as fraudes financeiras provocadas pelo Banco Master.
No recurso, a defesa sustenta que o senador “jamais atuou no Congresso para favorecer o Master”.
✅📲 AQUI A NOTÍCIA CHEGA PRIMEIRO: Seu novo portal de notícias de Feira de Santana e região! Entre no nosso grupo do WhatsApp e receba as principais notícias na palma da mão!
>> Siga o perfil oficial do T Notícias no Instagram para mais informações.
“Prova disso é que a única emenda de sua autoria sobre o tema, apresentada à Medida Provisória 1106/2022, propunha limitar juros e proteger os consumidores, justamente o contrário dos interesses do Banco”, disse a defesa.
Sobre os valores em espécie encontrados durante as buscas, o advogado Pablo Domingues afirmou que o dinheiro tem origem lícita e comprovada.
“Parte é proveniente de diárias publicamente declaradas pagas pelo Senado para missões no exterior, e outra parte foi adquirida por meio de operações oficiais junto a instituição financeira, com registro regular. Não há nada a ocultar. O próprio Ministério Público Federal já havia considerado prematura a apreensão desses bens”, completou o advogado.
O recurso será analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo.
Acompanhe nas redes sociais: Band FM, Jovem Pan FM e TransBrasil FM. Também estamos presentes no grupo do WhatsApp.
leia também
